Segurança para seres humanos
Como com todos os produtos químicos, inclusive pesticidas como o paraquat, deve-se tomar cuidados para minimizar a exposição humana. As normas de proteção pessoal da FAO ao se trabalhar com pesticidas em climas tropicais podem ser lidas aqui.
As instruções de segurança do rótulo do produto devem ser lidas e equipamentos de protecção individual (EPI) adequados devem ser utilizados. As recomendações normais são: camisa de manga comprida, calças compridas e botas para a pulverização. Recomenda-se a adição de uma máscara facial e luvas durante a mistura e manuseio. Quaisquer respingos ou derramamentos do produto não diluído devem ser removidos imediatamente da pele e corpo, lavando-se a área atingida; deve-se também tomar banho e lavar bem as roupas e equipamentos após a pulverização.
Quando esses cuidados são aplicados e o produto é usado conforme as instruções, não há risco para a segurança humana com o uso do paraquat. Essa foi a conclusão a que se chegou com base em extensivos estudos toxicológicos laboratoriais com o paraquat e mais de 40 anos de experiência em seu uso. Existe um consenso sobre a interpretação desses estudos entre as principais autoridades reguladoras de todo o mundo. Entre elas, a Organização Mundial da Saúde, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA e o Departamento Europeu de Produtos Químicos.
Os comentários a seguir se relacionam à toxicidade aguda do dicloreto de paraquat. As formulações do paraquat podem ter toxicidade aguda diferente. Para informações mais detalhadas, clique aqui.
No geral:
- Em sua Classificação Recomendada de Pesticidas por Grau de Perigo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o paraquat como “Moderadamente perigoso, classe II” (OMS, 2002)
- Em seu documento de fatos RED (RED facts document), a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) concluiu que “o paraquat é moderadamente tóxico (Categoria II) pela via oral” (US EPA, 1997).
- O Departamento Europeu de Produtos Químicos (European Chemicals Bureau) classificou o paraquat como “R25, tóxico se ingerido” (ECB, 2004).
Especificamente (clique aqui para explicações detalhadas):
- Paraquat é levemente tóxico por via dérmica (pele)
- Paraquat é irritante para a pele e para os olhos
- Paraquat não é sensibilizador cutâneo
- Paraquat é altamente tóxico por via de inalação (pulmões) [NB Em seu documento de fatos RED, a EPA dos EUA concluiu que “partículas usadas em práticas agrícolas estão muito além da faixa respirável e, portanto, a toxicidade por inalação um ponto de preocupação toxicológica determinante de impedimento” (US EPA, 1997)]
- Paraquat não é bem absorvido após administração oral
- Paraquat não consegue ser prontamente absorvido pela pele
- Paraquat não é metabolizado de maneira significativa
- Paraquat é excretado rapidamente
- Paraquat não é genotóxico in vivo
- Paraquat não é carcinogênico
- Paraquat não é uma toxina que afeta o desenvolvimento
- Paraquat não é uma toxina para a reprodução
- O paraquat não é um disruptor endócrino
- Paraquat não configura perigo de neurotoxicidade
- O paraquat não causa mal de Parkinson