Segurança alimentar

A exposição do consumidor de produtos das lavouras tratadas com paraquat é muito pequena, pois a grande maioria dos usos do paraquat não resulta em resíduos detectáveis (>0,05mg/kg) em alimentos.

Não há risco de resíduos em alimentos

Resíduos não são uma preocupaçãoA maioria dos usos do paraquat envolve a pulverização das ervas daninhas, e não das lavouras. Como o ingrediente ativo do paraquat se torna inativo ao entrar em contato com o solo, ele não pode ser absorvido pelas raízes das plantas. Consequentemente, não se espera nenhum resíduo nas lavouras colhidas para a grande maioria dos usos. Isso foi confirmado durante muitos anos de análises de lavouras colhidas após o uso do paraquat como herbicida. Existem algumas poucas situações nas quais as lavouras são tratadas diretamente, quando o paraquat é usado como desidratante pré-colheita. Esses usos são aprovados por autoridades reguladoras que confirmaram que esses tratamentos não deixam resíduos em níveis que representem risco para seres humanos.

Não há risco de resíduos para animais de criação

O paraquat se liga aos tecidos da planta quando entra em contato com a folhagem e, portanto, não é facilmente absorvido por animais, além de ser facilmente eliminado via urina. Não há transferência significativa para o leite, carne ou ovos. Do mesmo modo, não existe risco prático à saúde de animais de criação caso sejam acidentalmente com pastagem tratada.

  • Em seu relatório de uma reavaliação periódica de resíduos para a Reunião Conjunta da FAO/OMS sobre Resíduos de Pesticidas (JMPR), a Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que “o influxo de resíduos do paraquat resultante dos usos considerados pela JMPR não tinha probabilidade de apresentar uma preocupação de saúde pública” (JMPR, 2004).
  • Em seu documento de fatos RED, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) concluiu que “a Agência determinou que há uma certeza razoável de que a exposição agregada a resíduos de dicloreto de paraquat não causam prejuízos a bebês e crianças e nem à população em geral” (US EPA, 1997).
  • Em seu relatório de revisão do paraquat, a Comissão Européia (CE) concluiu que “a revisão estabeleceu que os resíduos derivados dos usos propostos, resultantes de aplicação consistente com as boas práticas agrícolas, não têm efeitos perigosos para a saúde humana ou animal” (EC, 2003).