Prevenção da mosca de estábulo na Costa Rica
O abacaxi é uma lavoura lucrativa para muitas empresas agrícolas da Costa Rica. Novas variedades doces vêm expandindo o mercado da fruta na Europa e na Ásia.
O paraquat se tornou essencial para o preparo do solo pós-colheita. Ele ajuda a desidratar os resíduos duros da lavoura de abacaxi.
A mosca de estábulo (Stomoxys calcitrans) é um desafio a mais. Ela é a praga mais comum entre os rebanhos confinados. Suas picadas irritantes podem causar sofrimento considerável aos animais e resultar na redução da produção. Infestações graves, de mais de 50 moscas por animal, podem reduzir o ganho de peso em 25 por cento e a produção de leite em 40 a 60 por cento.
A mosca de estábulo se prolifera nos resíduos em decomposição da lavoura de abacaxi, quando os mesmos fermentam no sol quente. Quando o abacaxi se popularizou, as infestações de mosca de estábulo eram tão terríveis que os criadores de gado queriam acabar com as lavouras da fruta. O Ministério da Agricultura exige que os produtores de abacaxi controlem a mosca de estábulo através de uma série de medidas.
Os produtores usam paraquat seguido de desfolha e encrave para tratar dos resíduos. Armadilhas para moscas também são obrigatórias para o monitoramento de possíveis explosões populacionais. Qualquer aumento de população é tratado com inseticidas.
O uso do paraquat como parte do manejo de resíduos pós-colheita tem benefícios duplos. Ele permite aos agricultores costarriquenhos controlar com sucesso da mosca de estábulo, protegendo, assim, os rebanhos e, ao mesmo tempo, continuar a produzir abacaxis de ótima qualidade.
Os agricultores locais confirmam que nenhum outro herbicida tem a potência necessária para impedir a procriação da mosca de estábulo nos resíduos da lavoura.