FAO confirma especificações para formulações de paraquat
O esquema de especificação da FAO/OMS é considerado como um benchmark, representando um padrão mundial de qualidade de produto.
1. As especificações podem ser aplicadas como ferramenta de avaliação de risco, para garantir que produtos no mercado cumpram padrões mínimos aceitáveis de qualidade.
2. Eles oferecem garantia de qualidade contra produtos inferiores para usuários e fornecedores.
3. Também proporcionam uma ligação importante entre eficiência biológica e exigências de especificação.
As especificações da FAO e da OMS são propostas por fabricantes com base em um pacote de dados submetidos e na avaliação de material técnico considerado satisfatório pela Reunião Conjunta sobre Especificações de Pesticidas (JMPS) da FAO/OMS.
Pelo procedimento iniciado em 1999 e que continua com a prática atual, o proponente deve fornecer um pacote “mínimo” de dados contendo informações sobre saúde humana e segurança ambiental, assim como informações sobre o processo de fabricação e o perfil resultante de impurezas do material técnico. O pacote contém resumos das propriedades toxicológicas agudas, subagudas e crônicas do material técnico, inclusive toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento, genotoxicidade e carcinogenicidade. Da mesma forma, resumos do perfil ecotoxicológico do material técnico são fornecidos, inclusive toxicidade para organismos aquáticos e terrestres selecionados.
A FAO publicou um novo documento datado de 2008 sobre as especificações para dicloreto de paraquat o material técnico de concentrado (TK) e as formulações de dicloreto de paraquat (concentrado solúvel SL e grânulos solúveis SG).
A antiga especificação de 2003 continha o mesmo relatório de avaliação com as mesmas conclusões, entretanto, a adoção da especificação para formulações de SL SG pela FAO estava sujeita à finalização satisfatória da validação por pares do método para terpiridinas (aceito pelo CIPAC em 2007) e do emético (validado por pares em 2003). Consequentemente, apenas a especificação do material TK foi incluída na versão de 2003.
As especificações são baseadas na avaliação de dados submetidos pela Syngenta Crop Protection AG. Atualmente, a Syngenta também é a única fabricante cujos produtos de paraquat foram avaliados pelo RCEP, que mostrou que os mesmos cumprem as especificações da FAO. O relatório de avaliação está incluído no documento de especificação da FAO.
O paraquat, como outros ingredientes ativos, está em estudo constante por autoridades nacionais e globais e outros pesquisadores. Muitos especialistas sustentam que, quando usado de maneira adequada, o paraquat pode proporcionar controle eficiente de ervas daninhas, gerando benefícios sociais e econômicos maiores, enquanto protege a terra para as futuras gerações. Mais sobre isso aqui.