Perguntas Frequentes - Segurança humana
R. Levando em conta todos os fatores relevantes, não há evidências de que o número de novos casos da doença de Parkinson (DP) esteja aumentando. Na verdade, os dados disponíveis indicam que a incidência da DP permaneceu inalterada pelos últimos 70 anos (período durante o qual os pesticidas sintéticos modernos começaram a ser usados na agricultura dos EUA e europeia). Uma vez que a incidência da doença aumenta com a idade, pode-se esperar que, com o envelhecimento da população na sociedade ocidental, mais indivíduos com esta doença estarão presentes na população em geral. Além disso, a medicina moderna prolongou muito a expectativa de vida, de modo que indivíduos com DP têm a mesma expectativa de vida das pessoas não afetadas da mesma idade. O diagnóstico da doença também está se tornando mais sofisticado com o uso de novas tecnologias.
R. O potencial neurotóxico do paraquat foi estudado extensivamente em animais de laboratório. Nenhum sinal clínico de neurotoxicidade ou alterações neuropatológicas consistentes foi relatado após exposições de longo prazo à administração dietética de paraquat para roedores e cães, em estudos que cumpriram exigências reguladoras.
O paraquat não resultou em efeitos neurotóxicos nos estudos modernos do paraquat conduzidos em 2006 nos quais se cumpriram as diretrizes da EPA dos EUA quanto neurotoxicidade oral aguda e subcrônica (90 dias).
Em 2006, a EPA dos EUA declarou que “o paraquat não inibe a atividade da colinesterase, não produz sinais de toxicidade similares ais colinérgicos e nem afeta a morfologia dos sistemas nervoso central ou periférico. Além disso, a estrutura molecular não é semelhante à das classes de compostos conhecidos por apresentarem efeitos sobre o sistema nervoso. Os sinais clínicos de toxicidade não indicaram neurotoxicidade. Como a preocupação quanto à neurotoxicidade resultante da exposição ao paraquat é limitada, estudos de neurotoxicidade, inclusive um estudo de neurotoxicidade de desenvolvimento, não são necessários neste momento”.
R. A visão de que o paraquat não causa a doença de Parkinson é motivada pela ausência de evidências de que o paraquat esteja causalmente relacionado com essa doença em seres humanos. Esta ausência de evidência vem depois de mais de 40 anos de uso do produto em todo o mundo.
Uma análise feita por cientistas médicos e epidemiológicos seniores independentes, sob a orientação do professor Sir Colin Berry (Professor Emérito da Queen Mary, Universidade de Londres, e ex-membro do Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido) e do professor Pierluigi Nicotera (Diretor Fundador do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas, de Bonn) não encontrou nenhuma relação de causalidade entre a exposição ao paraquat e doença de Parkinson (Berry, C., La Vecchia, C. & Nicotera, P., (2010). Paraquat and Parkinson’s Disease (Paraquat e a Doença de Parkinson). Cell Death and Differentiation, 17, 1115–1125).
Você encontra mais informações aqui.
R. Sob condições normais de uso (ou seja, conforme recomendado no rótulo) o paraquat é seguro para usuários e transeuntes. É aconselhável usar óculos e luvas protetoras ao manusear o produto concentrado e roupas normais de trabalho, como camisas de mangas compridas, calças compridas e calçados impermeáveis para pulverizar pesticidas em geral. Seguir essa recomendação já proporciona um nível alto e suficiente de segurança para o uso agrícola do paraquat.
Em 2004 o paraquat foi revisado novamente pelas principais organizações internacionais, inclusive a FAO (?Organização para Alimentos e Agricultura) e a Rssmbléia Conjunta da ONU sobre Resíduos de Pesticidas (RCRP), composta de especialista da OMS (Organização Mundial de Saúde) e da FAO. Esses especialistas defendem que, quando usado conforme as instruções, não há risco de segurança associado ao uso do paraquat. Suas propriedades físicas tornam seu manuseio seguro, quando usado de acordo com as instruções do rótulo.
O Comitê Científico sobre Plantas (CCP) da Europa afirmou:
“Com base nos estudos de exposição em campo, corroborados por informações de questionários de saúde de operadores, a opinião do CCP é que, quando o paraquat é usado como produto de proteção à planta como recomendado e conforme prescrito nas boas práticas de trabalho, seu uso não representa nenhum risco significativo à saúde dos operadores ”.(CCP 2002)
A conclusão resultante de mais de quatro décadas de uso e várias revisões por corpos de regulamentação internacionais é que o paraquat é seguro para usuários, o meio ambiente, consumidores e vida silvestre quando usado para seu propósito, como herbicida. Sua segurança foi confirmada por seu registro em mais de 100 países de todo o mundo, inclusive naqueles com os mais rigorosos requisitos regulatórios, como os EUA.
R. O perigo potencial de longo prazo associado ao uso do paraquat também foi estudado. A ?Organização Mundial de Saúde concluiu (Critérios de Saúde Ambieltal, 1984) que não houve diferenças significativas em todos os parâmetros medidos entre usuários de paraquat e não usuários de paraquat, o que levou os autores ta sugerir que o uso de longo prazo do paraquat não estava associado a efeitos prejudiciais à saúde. Isso foi confirmado em questionários detalhados comparando a saúde de usuários de longo prazo do paraquat com a de pessoas não expostas.
R. Não. A documentação de registro atual na EPA para o paraquat (‘RED’ da EPA, agosto de 1997) indica claramente que a EPA não considera neurotoxicidade como um problema desse composto. A EPA também afirmou que não havia necessidade de um estudo de neurotoxicidade de desenvolvimento.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (Environmental Health Criteria - Critérios de Saúde Ambiental 39, 1984), o paraquat não é teratogênico (que causea deficiências de nascença) ou carcinogênico (que causa câncer) em estudos de longo prazo em ratos e camundongos.
R. Um disruptor endócrino é uma substância química sintética que, quando absorvida pelo corpo imita ou bloqueia hormônios e perturba as funções normais do corpo. Como todos os produtos de Proteção à Lavoura o paraquat foi submetido a uma avaliação toxicológica completa, que incluiu os estudos necessários em mamíferos. Esses estudos permitem o exame de efeitos toxicológicos após a exposição recorrente de várias espécies ao paraquat. Estudos desse tipo avaliam a capacidade de materiais causarem efeitos adversos significativos através de disrupção endócrina, e não se encontrou nenhuma evidência ligando disrupção endócrina ao paraquat.
Nesse relatório, “Para estabelecer uma lista de prioridade de substâncias para avaliação mais profunda de seu papel na disrupção endócrina” para a DC de Meio Ambiente da Comissão Européia, a BKH Consulting Engineers lista o paraquat como substância do grupo III, o que significa que não há base científica para incluí-lo na lista de disruptores endócrinos. Para chegar a essa conclusão, a BKH cita dois estudos in vivo com mamíferos, que tiveram resultado negativo para disrupção endócrina.
O paraquat aparece na lista de substâncias com 'efeitos reprodutivos e/ou endócrinos' do Fundo Mundial para a Vida Silvestre (WWF). Todavia, os critérios usados para determinar esse posicionamento não são claros. Os dados do WWF foram considerados pela BKH no desenvolvimento de sua recomendação.
R. Não. O paraquat não é volátil e vapor do produto não consegue entrar no sistema respiratório.
Além disso, as gotas do spray produzido pelas mochilas ou tratores pulverizadores usados para aplicar produtos que contêm paraquat, ou qualquer outro PPL, são grandes demais para serem inspiradas. A maioria das gotas emitidas por equipamentos de pulverização têm entre 100 e 200 microns de diâmetro, mas uma partícula deve ter 10 microns ou menos para penetrar nos espaços aéreos dos pulmões. As grandes gotas pulverizadas não podem ser inaladas para o sistema respiratório. A EPA dos EUA concluiu que “partículas usadas em práticas agrícolas estão muito além da faixa respirável e, portanto, a toxicidade por inalação um ponto de preocupação toxicológica” (EPA dos EUA, 1997).
R. Como muitos produtos químicos de fácil obtenção, o paraquat é nocivo e já ocorreram fatalidades quando o produto concentrado foi ingerido em quantidade suficiente, geralmente numa tentativa de suicídio. O rótulo dos produtos que contêm paraquat declara que o produto deve ser mantido sempre em seu recipiente original e nunca deve ser armazenado em recipientes de alimentos, bebidas ou outros. Os produtos que contêm paraquat também devem ser mantidos em lugar seguro quando não estão em uso.
De acordo com a especificação da FAO a documentação técnica do paraquat, bem como as formulações SL e SG deve conter um emético eficaz em níveis mínimos. Estes materiais podem também incluir corantes e agentes de alerta olfativo. Os produtos de paraquat da Syngenta cumprem a especificação da FAO, cujas atualizações mais recentes se deram em 2003 e 2008.
A Syngenta adicionou os três agentes “de segurança” em todas as suas formulações SL (líquida solúvel – concentradas) de paraquat para evitar a ingestão acidental e para prevenir o uso: um corante azul para evitar confusão com bebidas, um agente de alerta olfativo (um odor forte e desagradável), e um emético para induzir o vômito em caso de ingestão. Acredita-se que estas medidas contribuíram para a redução dos acidentes.
O sistema de classificação de pesticidas do Programa Internacional para Segurança Química da OMS classifica mais de 500 produtos químicos.
| Classe | Número de IAs |
|---|---|
| “Extremamente perigoso, classe Ia” | 29 |
| “Altamente perigoso, classe Ib” | 61 |
| “Moderadamente perigoso, classe II” | 123 |
| “Levemente perigoso, classe III” | 122 |
| “Improvável que apresente perigo agudo” | 246 |
O paraquat é classificado como “moderadamente perigoso” (OMS classe II) juntamente com mais de 100 outros IAs. ?Informações sobre o sistema de classificação completo estão disponíveis aqui: