Perguntas Frequentes - Ingestão acidental

R. Sim. Quando o paraquat foi introduzido, na década de 1960, uma negligência profissional comum era despejar pesticidas em recipientes menores, como garrafas de bebida, sem nenhuma rotulagem adequada. As formulações originais do paraquat eram líquidos vermelho-acastanhados inodoros, o que tornando fácil sua confusão com bebidas como cola, chá ou vinho tinto. Lamentavelmente, houve uma série de casos fatais de intoxicação devido à ingestão por engano.

R. No decorrer dos anos, desenvolveu-se um entendimento abrangente sobre o paraquat. Como muitas substâncias químicas naturais e sintéticas, o paraquat tem um efeito prejudicial no corpo humano quando ingerido em quantidade suficiente. O paraquat se concentra nas células renais e pulmonares, e altas concentrações podem sobrepujar os mecanismos de defesa celular e causar lesão pulmonar e renal. (Para maiores informações, consulte Lock e Wilks, 2001.)

Para um entendimento mais completo sobre como o mecanismo do paraquat afeta o corpo humano e opções de tratamentos disponíveis, consulte o seguinte website, que contém material produzido conjuntamente pelos membros do Departamento de Avaliação de Saúde e Segurança Ambiental da Syngenta e da Unidade de Toxicologia Médica, e do Guy's & St Thomas' Hospital NHS Trust, Londres, Reino Unido: http://www2.syngenta.com/pqmedguide/ingestion.html
 

R. O tratamento para alguém que ingeriu produto concentrado contendo paraquat começa com a ingestão, pelo paciente, de uma suspensão aquosa de adsorventes como argila de bentonita, greda de pisoeiro ou carvão ativado. Esse procedimento aproveita a propriedade do produto, de se tornar inativo ao ligar-se à argila. Purgantes podem ser usados para ajudar a remover o paraquat do sistema. Folhetos de tratamento com informações adicionais também são disponibilizados para autoridades médicas e centros de intoxicação de todo o mundo.

Para um entendimento mais completo sobre como o mecanismo do paraquat afeta o corpo humano e opções de tratamento, consulte o seguinte website, que contém material produzido conjuntamente pelos membros do Departamento de Avaliação de Saúde e Segurança Ambiental da Syngenta e da Unidade de Toxicologia Médica, e do Guy's & St Thomas' Hospital NHS Trust, Londres, Reino Unido:

www.syngenta.com/pqmedguide/index.html
 

R. Nas décadas de 1960 e 1970, houve fatalidades devido à ingestão acidental de formulações com paraquat. Isso se deveu principalmente à ingestão por engano após o despejo do produto em recipientes que não eram de pesticidas, como garrafas de bebidas. Há mais de 20 anos, introduziram-se medidas para garantir que as pessoas que manuseiam o paraquat estejam conscientes de que o mesmo contém produtos químicos e deve ser usado exclusivamente para o controle de ervas daninhas. A Syngenta, o principal fabricante de paraquat, adicionou três componentes "de segurança" em todas suas formulações de SL paraquat para evitar a ingestão acidental e impedir o uso inadequado:

· um corante azul (para evitar a confusão com bebidas),

· um agente de alerta (um odor forte e desagradável),

· e um emético (para induzir o vômito).

Esses componentes já foram incorporados à especificação da FAO para paraquat, cujas atualizações mais recentes ocorreram em 2003 e 2008. Consequentemente, tanto o material técnico do paraquat quanto as formulações SL e SG devem conter níveis mínimos de um emético eficaz. Esses materiais também podem incluir corantes e componentes de alerta olfativo. Os produtos de paraquat da Syngenta cumprem a especificação da FAO.

A especificação revisada do paraquat está disponível aqui

Comentaristas observaram um efeito benéfico dessas atividades de stewardship em países como a Malásia e a Costa Rica, uma vez que reduziram muito a ingestão acidental (Sabapathy, 1995; Wesseling et al, 1997).

Além disso, os rótulos das embalagens de paraquat dos principais fabricantes fornecem instruções claras de segurança no idioma local e, em caso de baixo índice de alfabetização, usando pictogramas.

R. Não. Os agentes de segurança adicionados pela Syngenta não são obrigatórios em todos os países e algumas, porém certamente não todas, empresas que fabricam paraquat os utilizam.

R. Sim. Não há dúvida de que nos últimos 40 anos, desde que o uso de PPL se generalizou, muito se aprendeu sobre seu uso seguro. Os programas de Educação e treinamento concentrados no uso seguro e eficiente, além da publicidade sobre os perigos do uso exagerado e inadequado serviram para aumentar a consciência dos usuários quanto à necessidade de se tomar cuidado ao manusear PPLs.

Evidências recentes sugerem que, apesar de ainda ocorrerem acidentes e incidentes ocupacionais, a maioria dos produtores usa produtos de proteção à lavoura sem prejuízo à saúde, e um grande progresso foi alcançado no tocante à adoção de práticas seguras.
 

R. Como com todos os PPLs, os fabricantes do paraquat estão sujeitos ao código de conduta da Organização para Alimentos e Agricultura (FAO na sigla em inglês). Esse código determina as responsabilidades, na distribuição e uso, dos vários envolvidos na indústria.

Pode-se ver o código de conduta no website da FAO em:

http://www.fao.org/docrep/005/y4544e/y4544e00.htm