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Uma avaliação dos benefícios do treinamento de agricultores tailandeses em uso seguro de produtos de proteção à lavoura como o paraquat mostrou que o bom stewardship de produto tem efeitos positivos claros sobre os cuidados tomados por agricultores no armazenamento, manipulação e pulverização.
O levantamento realizado pela Universidade Kasetsart também revelou a rica diversidade de lavouras cultivadas no oeste da Tailândia.
O treinamento foi realizado como parte de um projeto mais amplo, “A Produção Segura e Sustentável das Lavouras de Horticultura”, que visa melhorar a qualidade dos sistemas de produção vegetal na Tailândia de acordo com normas internacionalmente reconhecidas de Boas Práticas Agrícolas. Os mercados de exportação são importantes para o país e seus agricultores; assim, é essencial atender aos requisitos rigorosos de qualidade e sustentabilidade.
Treinamento bem sucedido
Duzentos agricultores participaram do treinamento. Foi mostrado a eles como armazenar, misturar e aplicar produtos fitofarmacêuticos de forma segura.

O chá é uma cultura próspera no Vietnã, e os agricultores contam com o paraquat para um sistema de controle de plantas daninhas que reduz a erosão do solo. Grande parte das lavouras de chá são cultivadas em terras inclinadas, sujeitas à perda de quantidades muito significativas de solo a cada ano.
Resultados de pesquisas realizadas pelo Instituto de Ciências Agrárias e Silvicultura do Norte Montanhoso mostram que usar paraquat no controle de ervas daninhas em vez da capina manual pode salvar quantidades enormes de solo. O paraquat é mais eficaz do que o glifosato, pois deixa intactas as raízes para ancorar o solo.
Chá no Vietnã
O chá é uma indústria importante no Vietnã, com seis milhões de pessoas envolvidas na produção, processamento e exportação1. O chá é uma planta nativa do país e tem sido cultivado há milhares de anos. O setor passa por uma rápida expansão desde meados da década de 1990. As safras também melhoraram, mais que dobrando nesse período, e agora se aproximam das melhores da Ásia2.

A agricultura malaia teve um alerta sobre a ameaça representada por ervas daninhas resistentes a herbicidas. O paraquat tem um papel essencial a desempenhar na prevenção desse problema potencial potencialmente gigantesco. O relato do Centro de Informações sobre Paraquat quanto à descoberta de populações da nociva planta daninha capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) resistente ao herbicida não seletivo glufosinato foi confirmado por uma publicação numa revista científica1.
Um produtor de hortaliças no estado de Malaca e agricultores em um viveiro de mudas de dendezeiro no estado de Pahang haviam suspeitado que o glufosinato não estava conseguindo controlar capim-pé-de-galinha. Investigações posteriores confirmaram que uma população mostra uma resistência dupla e a outra, uma resistência de oito vezes.
Estes são os primeiros casos já registrados de resistência de plantas daninhas ao herbicida glufosinato no mundo, após mais de 25 anos de uso. Isso remete à queda do glifosato ante as primeiras a ervas daninhas resistentes, em meados da década de 1990.

Redução de custos e efeitos ambientais favoráveis ao usar paraquat: estas foram as principais conclusões de um estudo de quatro anos, recentemente concluído pela Universidade das Filipinas, que comparou métodos de controle de ervas daninhas em bananas.
O experimento foi conduzido em uma plantação comercial em Mindanao, a grande ilha ao sul do país. A banana contribui significativamente para a economia das Filipinas, por ser uma das principais frutas de exportação. Novas plantações estão sendo estabelecidas em terrenos mais inclinados, onde a erosão do solo constitui uma ameaça real à produção sustentável. Autoridades filipinas estimam que 623 milhões de toneladas de solo são perdidas anualmente de uma área de 28 milhões de hectares de terra.
A erosão pode ser reduzida através da manutenção de uma cobertura vegetal sobre o solo. Assim, é importante manejar as ervas daninhas de modo que elas proporcionem a maior cobertura possível para ajudar a evitar a erosão, mas sem permitir que elas compitam com a lavoura. Dois programas de controle de ervas daninhas foram comparados.

“O tempo e a maré não esperam por ninguém”, diz o ditado. Os produtores de arroz que vivem em áreas costeiras do Sul de Sumatra e Kalimantan Central e Oriental, na Indonésia, sabem disso muito bem. Seus arrozais são inundados pelas águas dos rios, empurradas de volta até os deltas por cada maré. O preparo da terra é particularmente difícil. Não apenas porque as ervas daninhas crescem de maneira incrivelmente vigorosa nas condições pantanosas, mas também devido ao fato de que arar a terra muito profundamente pode resultar em fracasso da cultura. Embora a camada superior do solo – rica em matéria orgânica – seja fértil, abaixo dela há uma camada amarela de pirita de ferro tóxico. Esta é fitotóxica para o arroz, se perturbada.
A mão de obra agrícola geralmente é difícil de se encontrar. O clima quente e alta umidade nessas áreas pantanosas sujeitas à maré tornam o preparo da terra um trabalho lento e desgastante. Tradicionalmente, os agricultores cortam o mato alto com um facão longo chamado de “tajak”. As ervas daninhas foram controladas dessa forma pelos produtores de arroz de maré durante centenas de anos.

Agricultores nas montanhas do Vietnã podem plantar culturas de milho mais de duas semanas antes usando paraquat em sistema de lavoura de conservação. Executar tarefas no momento oportuno é essencial no cultivo de todas as lavouras, e a velocidade de ação sem precedentes do paraquat geralmente é de grande valia para os agricultores, seja contra o tempo ou na busca de adiantamento das colheitas a fim de obter os melhores preços.
Resultados de pesquisas realizadas pelo Instituto de Ciências Agrárias e Silvicultura do Norte Montanhoso (NOMAFSI na sigla em inglês) mostram que o uso do paraquat no controle de ervas daninhas aumentou a produção de milho em mais de 50%1. O plantio antecipado foi fundamental para os bons rendimentos – o preparo do solo com o herbicida de ação lenta glifosato resultou em rendimentos muito mais baixos.

Com o desenvolvimento do Vietnã, foi necessário intensificar a agricultura para aumentar a produção de alimentos e compensar a redução da disponibilidade mão-de-obra no campo devido à migração para as cidades. Grande parte das terras agrícolas no Vietnã se localiza em encostas íngremes.

Nas Filipinas, mais resultados bem sucedidos de um projeto de uso do paraquat para controle de ervas daninhas e evitar a erosão do solo foram anunciados. Desde 2005, pesquisadores de diversas universidades e outras organizações vêm colaborando no estudo de abordagens para reduzir a grave ameaça representada pela erosão do solo à produção de alimentos e ao ambiente.
O Professor Gil Magsino, da Universidade das Filipinas, recentemente apresentou os resultados e conclusões do 4º Relatório Anual do projeto Sagip-Lupa na Universidade de Benguet.
O Prof. Magsino observou que uma perda anual de 2-4 cm da camada superficial do solo em campos nas Filipinas, tornou-se comum. Porém, devido à necessidade de se alcançarem níveis suficientes de produção de alimentos, isso não pode ser sustentado.

Benefícios da agronomia baseada em paraquat

Menos solo perdido
Maior produtividade
Custos mais baixos de insumos
Economia de tempo

As plantas e a matéria orgânica do solo são fundamentais para reduzir a erosão do solo. Palha de plantas vivas ou mortas que cobrem o solo resistem ao impacto da chuva, e raízes e a matéria orgânica unem as partículas do solo.

A primeira espécie de erva daninha a desenvolver resistência ao herbicida não seletivo glufosinato foi registrada por pesquisadores na Malásia.
Experimentos preliminares confirmaram a preocupação de que uma erva daninha gramínea agressiva está desenvolvendo populações que já não são controladas pelo glufosinato.
Cientistas de ervas daninhas da Universidade da Malásia estão investigando relatos de problemas de controle de ervas daninhas num viveiro de dendezeiro no estado de Pahang. A erva daninha em questão é o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), uma erva daninha mundialmente importante, que ataca muitas culturas de clima quente.
Na Malásia, é um problema particularmente sério em plantações de dendezeiro e borracha, e em pequenas propriedades que cultivam frutas e hortaliças.
O capim-pé-de-galinha já desenvolveu resistência a diversos modos de ação (MdA) de herbicidas em muitos países em todo o mundo. Foi a segunda espécie de erva daninha registrada como resistente ao glifosato, também na Malásia1.

O paraquat e os métodos de plantio direto estão minimizando a erosão do solo e aumentando a produtividade dos produtores de milho no norte do Vietnã. O milho é uma lavoura importante para os vietnamitas – especialmente para aqueles que vivem na montanhosa região noroeste. 180.000 hectares (ha) de milho são cultivados nos campos de encostas durante a estação chuvosa.
As práticas agrícolas tradicionais, porém demoradas, de “derrubada e queimada” limitam as lavouras a uma por ano e geralmente resultam em safras pequenas com muita erosão do solo.
A aplicação de paraquat no pré-plantie e entre fileiras reduziu a erosão em 34% e encurtou o tempo de cultivo em mais de 20 dias por estação*. Isso representa uma economia de VND **750.000 por ha em custos dei mão de obra em comparação com métodos de remoção manual de ervas daninhas.
A erosão é influenciada por diversos fatores, inclusive gradiente, precipitação, resíduos superficiais, textura do solo e método de preparo do solo.

O paraquat permite o plantio de arroz em terras atualmente improdutivas e reduz o tempo entre os ciclos de cultivo do arroz na Indonésia.
A população da Indonésia está aumentando à taxa de 2% ao ano e seu governo vem tentando desesperadamente alcançar a auto-suficiência em arroz para alimentar sua população Eles esperam consegui-lo agregando as terras atualmente improdutivas, como áreas de inundação de maré em Kalimantan, às atividades de cultivo, e aumentando o número de safras de arroz cultivadas por ano.
Existe atualmente 1 milhão de hectares de arroz de maré (tidal rice – arroz inundado), principalmente em Kalimantan, mas o potencial é de quase 10 milhões de hectares. Aproximadamente 60% dessa área é influenciada por oscilações de maré. A inundação ocorre quando a maré cheia cria uma barreira contra o fluxo dos rios que deságuam no mar, os quais inundam áreas com água doce, porém relativamente salobra.