Cultivo de legumes

A enorme diversidade das lavouras de legumesOs legumes são essenciais para uma dieta saudável. Muitos países recomendaram o consumo de pelo menos cinco porções diárias para a saúde.

Embora o termo ‘legume’ implique origem nas partes vegetativas das plantas, como folhas, caules e raízes, algumas frutas, particularmente tomates, também são geralmente chamadas de legumes. Portanto, a classificação é culinária. Discussões sobre se os tomates são frutas ou legumes já chegaram até mesmo a serem realizadas em tribunais. Em 1893, a Suprema Corte dos EUA determinou que os tomates são frutas para fins legais, especialmente em relação às tarifas comerciais válidas na época.

Os legumes também "ficam no muro" entre agricultura e horticultura. Alguns são cultivados em escala, como, digamos, trigo ou milho, muitos são cultivados em estufas sofisticadas, enquanto todos são cultivados por pequenos agricultores e em jardins domésticos. As ervilhas e outras leguminosas têm bactérias associadas a suas raízes, que convertem o nitrogênio do ar em formas que podem ser usadas pelas plantas como nutrientes, os quais permanecem no solo para fertilizar as próximas culturas. Uma lavoura secundária de legume, como ervilhas ou batatas evita o crescimento de pragas e doenças nas rotações com cereais e proporcionam uma oportunidade de controle de ervas daninhas através de abordagens alternativas.

O paraquat tem um papel importante nas lavouras de legumes, pois suas características exclusivas são especialmente adaptadas ao desafio do controle de ervas daninhas nessas diversas culturas. Os benefícios do uso do paraquat não estão apenas relacionados diretamente com suas propriedades químicas e biológicas, mas também com as técnicas agronômicas como preparo mínimo do solo e controle de ervas daninhas entre as fileiras.

O paraquat é uma ferramenta essencial para os produtores de legumes

O paraquat é uma ferramenta extremamente versátil na batalha do produtor de legumes contra as ervas daninhas. Como o paraquat é desativado no contato com o solo, ele pode ser pulverizado para exterminar ervas daninhas imediatamente antes do plantio ou transplante das sementes, sem risco de danificar essa lavoura ou as lavouras seguintes na rotação. Não há problemas de lixiviação, persistência ou absorção pela raiz que restrinjam seu uso, ao contrário de muitos outros herbicidas que têm propriedades ‘residuais’. O paraquat funciona bem mesmo no tempo frio e chuvoso, ao contrário da maioria dos herbicidas, o que o torna adequado para controle de ervas daninhas no início da estação, quando os legumes são cultivados para mercados precoces. Esses sistemas não dependem da aragem para controlar ervas daninhas. O fato de não arar o solo ajuda a evitar a erosão, mantendo-o saudável.

Nos últimos anos, o uso intensivo do glifosato causou novos problemas com ervas daninhas, pois espécies menos bem controladas se ‘alteraram’, tornando-se mais dominantes, e algumas espécies desenvolveram biótipos resistentes ao glifosato. O uso do paraquat como um herbicida não seletivoDefinição Um produto químico usado para eliminar somente certos tipos de ervas daninhas (ervas daninhas anuais gramíneas ou de folhas largas). Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.weeds.iastate.edu/ Uma inestimável fonte de informações contemporâneas sobre herbicidas e ervas daninhas da Iowa State University. alternativo, com um modo de ação diferente, em sistemas de manejo integrado de ervas daninhasDefinição Um sistema de suporte para uma decisão de proteção à lavoura que se concentra na prevenção ou supressão de longo prazo de problemas com pragas com o mínimo de impacto sobre a saúde humana, o meio-ambiente e organismos que não são alvos. O MIP leva em consideração todas as técnicas e táticas disponíveis de controle de pragas (de cultivo, mecânicas, biológicas, químicas) o MIP enfatiza o crescimento de lavouras saudáveis para uma melhor produtividade com a mínima interferência possível nos agroecossistemas. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.ipmcenters.org/ O Site Nacional do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o Sistema de Informação dos Centros Regionais de CIP fornece informações sobre commodities dos EUA, pragas e práticas de manejo de pragas, pessoas e problemas. está ajudando a evitar problemas de alteração de ervas daninhas e resistência.

Embora o paraquat seja um herbicida não seletivo de amplo espectro, caso pequenas quantidades caiam nas folhas o dano é pequeno ou inexistente, pois o paraquat não se movimenta pelas plantas de maneira sistêmica, como o glifosato. Assim, o paraquat pode ser usado para o controle de ervas daninhas entre fileiras, para remover as ervas daninhas que crescem entre as mesmas.

O paraquat tem um perfil ambiental muito forte. Ele não lixivia e se degrada no solo. Maiores detalhes sobre a segurança do paraquat para o meio ambiente, operadores de pulverizador e consumidores podem ser encontradas visitando outras seções do Centro de Informações sobre Paraquat ou consultando os Dados e Fatos sobre o Paraquat.

Os principais legumes cultivados no mundo

Em 2005, de acordo com a FAO, 66 milhões de ha de legumes foram cultivados no mundo. Esse número inclui batatas (19 milhões de ha), mas exclui quase 5 milhões de ha de melancias e outros melões que, às vezes, são incluídos entre os legumes.

Os legumes freqüentemente são manejados intensivamente com altos custos, mas geralmente são muito lucrativos. No reino Unido em 2004, a margem bruta das lavouras de trigo foi de cerca de £ 600/ha, enquanto que a de batata teve média de £ 4.000/ha. Em países menos desenvolvidos, os legumes proporcionam uma fonte importante de nutrição e renda pelo comércio em mercados locais. Os legumes também têm uma importância relativamente maior na economia agrícola de alguns países. Embora cultivados em menos de 2% da área produtiva de metade dos países da UE (exceto batata), os legumes são responsáveis por 8%, 10% e 11% da área produtiva da Itália, Bélgica e Holanda, respectivamente.

Os legumes frescos, congelados ou enlatados estão muito mais próximos dos consumidores do que grandes propriedades de terras cultiváveis, e os processadores de alimentos internacionais e varejistas determinam muitos dos métodos usados em sua produção. Além disso, eles exigem o fornecimento cuidadosamente planejado de suprimentos com padrões rigorosos de qualidade e uniformidade, embora em mercados às vezes voláteis.

Tabela 1. Lista mundial de legumes: milhões de hectares colhidos em 2005 (FAO).

Divisão Premium
(>5 m ha)
Primeira Divisão
(2-5 m ha)
Segunda Divisão
(1-2 m ha)
Terceira Divisão
(0,1-1 m ha)
Batatas 18.6 Tomates 4.5 Berinjelas 1.7 Feijões comuns 0.9
    Repolhos 3.2 Pimentas 1.7 Couve-flor 0.9
    Cebolas 3.2 Abóboras 1.5 Espinafre 0.8
    Pepinos 2.5 Aspargos 1.3 Quiabo 0.8
        Ervilhas 1.1 Cebolinhas 0.2
        Alho 1.1 Alcachofras 0.1
        Cenouras 1.1    
        Milho verde 1.0    
        Alface 1.0    

Ásia

Europa

África

América Latina

Am. do Norte

Legumes para a saúde

Os programas de ‘5 por dia’ promovem a inclusão dos legumes em dietas saudáveis. Os legumes têm poucas calorias e gorduras, e alto conteúdo de água, tendo, assim uma função importante no controle do peso corporal e do apetite. Isso contribui para a redução do risco de desenvolver diabetes devido à obesidade. Sabe-se que as dietas ricas em legumes reduzem o risco de muitos tipos de câncer, derrames e doenças cardíacas. Eles também estão associados à pressão sangüínea mais baixa, menor incidência de catarata e menor risco de diverticulose, doenças pulmonares e osteoporose.

Os legumes proporcionam vitaminas e outros fitoquímicos como antioxidantes essenciais à saúde. As vitaminas são necessárias em quantidades muito pequenas, mas só podem ser produzidas pelas plantas e são vitais para os animais, para o funcionamento manutenção e proteção de seus corpos. Esses produtos químicos vegetais contribuem para a saúde pela remoção de toxinas, estímulo do sistema imune e garantia de um balanço hormonal positivo, além de terem efeitos anti-bacterianos e anti-virais. Os legumes também fornecem minerais e fibras.

Tabela 2. Valor nutricional e saudável dos legumes.

  Calorias Fibras Boa fonte de:

Gramas por porção Vitaminas Minerais Fitoquímicos
Batatas 109 3 B3, B6, C Magnésio, Ferro, Potássio  
Tomates   21 1 A, C, E   Licopeno
Repolhos   24 2 C, B9    
Cebolas   38 3 C, B9    
Pepinos   13 1 C    
Berinjelas   26 2 B9    
Pimentas*   27 2 A, C, B6, B9   Beta caroteno
Abóboras   26 1   Magnésio  
Aspargos   22 2 A, C, B6, B9, E   Beta caroteno, Luteína, Zeaxantina
Ervilhas   81 2 A, C, B1, B6, B9 Magnésio, Ferro, Fósforo  
Alho     5 0 C, B1, B6 Cálcio, Ferro, Fósforo  
Cenouras   43 2 A, C Magnésio, Fósforo Beta caroteno
Milho verde   80 3 C, B1, B9    
Alface   16 2 A, C, B9   Beta caroteno

 

Nota: Vitamina A = retinol, B1 = tiamina, B3 = niacina, B6 = piroxidina, B9 = ácido fólico, C = ácido ascórbico, E = tocoferol.

* As pimentas vermelhas são fontes mais ricas em vitaminas do que as pimentas verdes.

O modo de preparo de legumes é importante na determinação de suas propriedades nutricionais e saudáveis. Por exemplo, ferver o espinafre por apenas 4 minutos, em vez de fervê-lo, reduz à metade o conteúdo de vitamina B9 (ácido fólico), importante para o crescimento. Por outro lado, o processamento de tomates em molhos etc., torna o licopeno, um poderoso antioxidante (que dá a cor vermelha aos tomates), mais disponível para o corpo.

Desafios da produção sustentável de legumes

Os produtores de legumes enfrentam muitos desafios. Elas incluem:

  • Erosão de solos leves
  • ?Lixiviação de pesticidas de solos leves altamente irrigados
  • Compactação do solo devido ao cultivo intensivo
  • Necessidade se safras precoces e culturas múltiplas
  • Necessidade de fornecer produtos que atendam exigências rígidas de qualidade e ausência de resíduos de pesticidas

Na Europa, os sistemas de manejo integrado de produção (MIP) foram introduzidos para minimizar o impacto da produção de legumes sobre o solo, água, ar e biodiversidade. Um relatório comissionado pela Comissão Européia descreve as melhorias que os sistemas de MIP são planejados para trazer ao reduzir o impacto ambiental da produção agrícola e estimular os sistemas sustentáveis de produção agrícola1. Isso inclui redução da lixiviação de nitrato e de resíduos de pesticidas, da erosão do solo, deriva da pulverização e das emissões de dióxido de carbono; melhorando o balanço de nutrientes do solo e a qualidade do ar; e protegendo a flora e a fauna. Há muitos exemplos nos quais os legumes foram os alvos.

Nos EUA, o MIP foi amplamente adotado em legumes. Para maiores informações, o site www.ipmcenters.org inclui os perfis agronômicos de muitas culturas de legumes de todo o país, por estado.
O paraquat tem um papel crucial na busca pela produção sustentável de legumes ao controlar ervas daninhas que, de outro modo, reduziriam muito a produtividade, em conjunto com outras práticas agronômicas que protegem o meio ambiente e ajudam a reduzir o uso geral de pesticidas.

Erosão do Solo

A erosão do solo pelo vento e água pode ser um problema comum nos solos geralmente mais leves usados para a produção de legumes. Os legumes tendem a ser cultivados em solos leves devido à necessidade de acesso rápido e freqüente aos campos para cumprir cronogramas de produção, fertilizar e proteger contra ervas daninhas e doenças e colher rapidamente. Muitos legumes são cultivados em fileiras amplas com pouca lavoura de cobertura por várias semanas enquanto se estabelece, causando risco de erosão do solo. Legumes raízes também podem contribuir com a erosão ao reter a terra, removendo-a do campo no momento da colheita.

O controle de ervas daninhas pode agravar os problemas de erosão se os herbicidas errados forem usados. O glifosato e os herbicidas residuais são os piores agressores. O glifosato é sistêmico, controlando ervas daninhas até a raiz, mas o paraquat é um herbicida de contato que extermina apenas as partes aéreas das ervas daninhas. As raízes são mantidas intactas e dão um efeito de ancoragem ao solo. Os herbicidas residuais evitam novas ondas de germinação de sementes de ervas daninhas durante a estação. Isso deixa o solo exposto e, portanto, mais suscetível à erosão. O paraquat não tem atividade residual, sendo inativado imediatamente ao entrar em contato com o solo. O manejo de infestações de ervas daninhas com paraquat impede que as ervas daninhas de competirem com a cultura, mas permite que as mesmas se restabeleçam após algumas semanas, ancorando o solo e proporcionando habitats para insetos benéficos e outros predadores de possíveis pragas da lavoura.

?Lixiviação de Pesticidas

Os solos leves também são mais propensos à lixiviação de nitrogênio e agroquímicos. Esses problemas são agravados pelo uso de irrigação freqüente, que mantém o solo úmido. Os herbicidas residuais são particularmente são propensos à lixiviação, pois, em geral, precisam ser móveis no solo para exercer seus efeitos em sementes enterradas. Entretanto, o paraquat se liga imediatamente às partículas do solo ao entrar em contato com as mesmas. Essa ligação é extremamente forte, evitando qualquer movimento do paraquat no solo, independentemente de chuva ou irrigação, portanto não há nenhuma lixiviação. Isso foi confirmado em condições laboratoriais e em estudos de campo conduzidos nos últimos 40 anos, os quais envolveram taxas muito exageradas de paraquat.

  • Em seu relatório de revisão do paraquat, a CE concluiu que “todos os estudos indicam que o paraquat é imóvel” e que “o paraquat não será usado em condições nas quais haja contaminação das zonas saturadas” (CE, 2003).
  • Em seu documento de RED, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA declarou que “foi demonstrado que o dicloreto de paraquat é muito imóvel no solo” e que “o paraquat não é considerado (e nem se espera que venha a ser) uma ameaça às águas superficiais pelos padrões normais de uso do dicloreto de paraquat” (APA dos EUA, 1997).

Uma cobertura leve de ervas daninhas não competitivas, ao se recuperar de uma pulverização com paraquat também contribui para a remoção do excesso de nitrogênio do solo que, de outro modo, pode lixiviarDefinição O processo natural pelo qual as substâncias solúveis em água são carregadas para baixo, através do solo, até as águas subterrâneas. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.agr.gc.ca/nlwis-snite/index_e.cfm?s1=pub&s2=hs_ss&page=16 Um capítulo de um livro online chamado 'The health of our soils' (A saúde de nossos solos) postado no site do Departamento de Agricultura e Agro-Alimentos do Canadá..

Compactação do Solo

Produção altamente mecanizada, com preparo intensivo do solo e tráfico pesado potencialmente causa problemas de compactação do solo. Todavia, o uso do paraquat para controle de ervas daninhas permite a adoção de sistemas de preparo mínimo do solo, que não dependem do enterramento por aragem. O abandono do arado em sistemas de plantio diretoDefinição Também conhecido como lavoura de conservação ou plantio direto, é uma maneira de cultivar lavouras ano a ano sem perturbar o solo através do preparo do solo, ou seja, cultivo do solo geralmente com implementos aplicados por trator. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.no-till.com/ Um portal de informações online sobre o plantio direto. ou de aragem reduzida economiza dinheiro, tempo e combustível, melhora a estrutura do solo, reduz a erosão do solo e proporciona refúgios para a vida silvestre. O abandono do arado nos sistemas de preparo mínimo do solo ou plantio direto economiza dinheiro, tempo e combustível, e fornece abrigos para a vida silvestre. Os sistemas de preparo mínimo do solo usados para estabelecer legumes ma Califórnia (Mitchell et al, 2004) ilustra o tipo de maquinário e tecnologia necessários para tornar a expansão desses sistemas possível em tais culturas. Os requisitos incluem:

  • Equipamentos para executar várias operações em uma viagem.
  • Cultivadores e semeadeiras adequados aos sistemas de canteiros que precisam ser mantidos por vários ciclos de cultura.
  • Maquinário capaz de incorporar lavouras de coberturaDefinição Lavouras de cobertura são plantas cultivadas, principalmente, não para serem colhidas para alimentação, mas sim para servir para o controle da erosão do solo, controle de ervas daninhas e melhoramento da qualidade do solo. Geralmente são aradas ou cultivadas antes da plantação da próxima lavoura alimentar; nesses casos a "lavoura de cobertura" é usada como correção do solo, e é sinônimo de "lavoura de fertilização verde". Referências e Recursos Confiáveis Online http://attra.ncat.org/attra-pub/covercrop.html ATTRA é o Centro de Informações sobre Agricultura Sustentável do Centro Nacional de Tecnologia Adequada dos EUA. e resíduos de lavouras anteriores com eficiência.
  • Sistemas Globais de ?Informação que permitam o alinhamento preciso dos cultivos e outras operações.
     

Culturas Múltiplas

Os legumes que chegam cedo ao mercado geralmente têm preços mais altos. Os produtores geralmente desejam colheitas precoces, o que significa plantio em condições climáticas menos favoráveis. Ao contrário do glifosato, o paraquat proporciona o controle confiável de ervas daninhas quando pulverizados em temperaturas baixas, pois não depende das ervas daninhas estarem crescendo para matá-las. Além disso, o desempenho do paraquat não é afetado caso chova logo após a pulverização. O paraquat precisa de apenas 15-30 minutos antes que chova para obter níveis máximos de controle de ervas daninhas, em comparação com várias horas necessárias com o glifosato.

Muitas culturas de legumes, por exemplo, alface e mostardas, geralmente são transplantadas para o campo, e não plantadas diretamente nos mesmos na forma de sementes. Como o paraquat se liga imediata e fortemente ao solo, ele não pode ser absorvido pelas raízes das plantas, o que garante que os transplantes não sejam danificados.

Geralmente, cultiva-se a alface de maneira contínuaO paraquat é seguro para uso no controle de ervas daninhas entre fileiras por aplicação cuidadosa com mochilas pulverizadoras ou de pulverizadores montados em tratores com bocais protegidos. Ao contrário dos herbicidas sistêmicos, perigosos demais de se usar, mesmo que pequenas quantidades de paraquat caiam nas plantas da lavoura, ele não se movimenta pela planta para causar danos.

Como muitas lavouras podem ser cultivadas em uma estação com cronogramas contínuos de produção, um intervalo rápido entre as lavouras é crucial. O paraquat proporciona controle total de ervas daninhas dentro de um ou dois dias, mesmo no tempo frio, e dentro de poucas horas no tempo quente e ensolarado. Esse é um recurso particularmente importante em comparação com o período de uma a três semanas que o glifosato leva para mostrar resultados completos.

Resíduos de pesticidas

O paraquat é pulverizado para controle de ervas daninhas antes do plantio dos legumes ou entre as fileiras, e não sobre toda a lavoura. Qualquer quantidade de paraquat que caia acidentalmente nas folhas se liga fortemente a elas, exatamente como acontece com o solo, e tem muita dificuldade para entrar na planta, e mais dificuldade ainda para se mover para frutos ou tubérculos. Além disso, a radiação UV da luz solar degrada o paraquat das superfícies foliares e a absorção do solo evita sua entrada via raízes.

Outros benefícios do paraquat no cultivo de legumes

O paraquat pode ser usado para controle de ervas daninhas em batatas assim que os primeiros brotos emergem, e esses brotos voltam a crescer imediatamente caso sejam atingidos. Isso aumenta o período de controle inicial de ervas daninhas e reduz a necessidade de contra com herbicidas residuais pré-emergência.

ESTUDO DE CASO: Produção de Legumes na China

O Sr. Shen Shu Ping, da Universidade de Agricultura do Sul da China relatou o valor do paraquat no cultivo de legumes na região de Guandong, na China, em um artigo publicado no periódico chinês 'Pesticide Information' (Informações sobre Pesticidas). Graças à ação rápida do paraquat, a renda de famílias de pequenos produtores aumentou e a necessidade da árdua remoção manual de ervas daninhas foi reduzida.

Na região de Guandong, são cultivados um milhão de hectares de legumes de alta qualidade, geralmente com até oito safras anuaisDefinição Ervas daninhas que completam seu ciclo de vida em uma estação de crescimento, ou ano. Da semente à flor e de volta à semente antes do ano terminar. Referências e Recursos Confiáveis Online http://iws.ucdavis.edu/ A Sociedade Internacional de Ciência de Ervas Daninhas representas associações individuais em todo o mundo. Detalhes dessas associações regionais estão listados. por campo. Obviamente, isso só pode ser alcançado com um período curto entre as lavouras. O paraquat é usado em mais de 40% da área de legumes, e as vendas continuam crescendo rapidamente.

Os produtores de legumes de Guandong usam o paraquat de várias maneiras diferentes. Primeiro, ele é pulverizado antes do plantio, geralmente misturado no tanque com um fertilizante ou com o herbicida residual butaclor. Mais tarde, o paraquat é pulverizado entre as fileiras da lavoura com pulverizadores de bocal protegido. Após a colheita, ele é usado para desidratar restolho, lixo e quaisquer ervas daninhas remanescentes.

O principal benefício do uso do paraquat em Guandong é sua velocidade se ação. Após a pulverização, as ervas daninhas morrem em 1 ou 2 dias e durante esse período o solo pode ser preparado para a próxima cultura sem demora. As lavouras podem então ser plantadas com segurança, pois o paraquat é completa e imediatamente inativado ao entrar em contato com o solo. Com herbicidas sistêmicos de ação lenta, como o glifosato, os agricultores teriam que esperar 10 dias após a pulverização antes de começar a trabalhar na próxima cultura. Em oito culturas, isso resultaria na perda de 80 dias de produção por ano.

Referências & Recursos

Agronomia e Produção de Legumes

Associação de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (United Nations Food and Agriculture Organisation – FAOSTAT): http://faostat.fao.org/faostat/

Relatório da DG de Agricultura da CE: Horticultura na UE (2003) http://europa.eu.int/comm/agriculture/publi/fact/horti/2003_en.pdf

Sistemas de Manejo Integrado de Produção na UE. Um relatório da Agra CEAS Consultoria para a Direção Geral de Meio Ambiente da Comissão Européia (A report by Agra CEAS Consulting for EC DG Environment) – 2002.

Sistema Nacional (dos EUA) de Informação para os Centros de MIP Regionais [National (US) Information System for the Regional IPM Centers]: http://www.ipmcenters.org/cropprofiles/ListCropProfiles.cfm?typeorg=crop&USDARegion=National%20Site

Conselho Britânico de Batata (British Potato Council): http://www.potato.org.uk

Mitchell, J, Jackson, L, Miyao, G (2004). Produção de legumes com preparo mínimo do solo na Califórnia. Divisão de Agricultura e Recursos Naturais da Universidade da Califórnia, publicação Nº 8132.

(http://anrcatalog.ucdavis.edu)

Propriedades do Solo

Revisão do relatório da substância ativa paraquat da DG de Saúde e Proteção ao Consumidor da Comissão Européia: http://europa.eu.int/comm/food/plant/protection/evaluation/existactive/l...

Fatos do R.E.D. da APA dos EUA (US EPA R.E.D. Facts) Dicloreto de Paraquat: http://www.epa.gov/oppsrrd1/REDs/factsheets/0262fact.pdf

Legumes e Saúde

Programa "5 por Dia" dos EUA: http://www.5aday.gov/index.html

1  (http://europa.eu.int/comm/environment/agriculture/pdf/icm_finalreport.pdf)