Cultivo de arroz
O arroz é o alimento básico de mais de metade do mundo. Somente na Ásia, mais de dois bilhões de pessoas obtêm mais de 60% de suas calorias do arroz. Ele é a fonte alimentar que cresce mais rapidamente na África e é crucial para a segurança alimentar.
Os sistemas de produção baseados em arroz e as operações de processamento do grão para a produção de alimentos empregam quase um bilhão de pessoas nas áreas rurais de países em desenvolvimento. Cerca de 80% do arroz do mundo é cultivado por pequenos produtores nesses lugares. Na Ásia, as mulheres ficam encarregadas de muitas das tarefas do cultivo do arroz, pois os homens vão trabalhar nas cidades. Sistemas de produção baseados em arroz eficientes e produtivos são essenciais para o desenvolvimento econômico e, para melhorar a qualidade de vida de grande parte da população do mundo.
Durante milhares de anos, cultivar arroz significava que as pessoas tinham que trabalhar juntas, e a necessidade permanente de água na cultura de arroz moldou a paisagem. Festivais são dedicados ao arroz, e a lavoura era considerada divina por muitos antigos imperadores e reis asiáticos. Até hoje, os japoneses se referem ao arroz como sua ‘mãe’ e consideram os produtores de arroz como guardiões de sua cultura e áreas rurais.
A Organização para Alimentos e Agricultura da ONU proclamou 2004 como o Ano Internacional do Arroz. Nove temas foram abordados nas atividades do Ano Internacional do Arroz: cultura, nutrição, agro-biodiversidade, meio ambiente, sustento, processamento pós-colheita, gênero, ciência e economia.
A ciência proporcionou tecnologias melhoradas que permitem aos agricultores cultivar mais arroz em terreno limitado e usando menos água, mão de obra e materiais, reduzindo, assim, os danos ao meio ambiente. A criação de plantas melhoradas, o controle de ervas daninhas e pragas, o manejo da água e a fertilização aumentam a produtividade e reduzem os custos de produção. A proteção do arroz contra ervas daninhas, pragas e doenças, é essencial para evitar grandes perdas na safra e na qualidade dos grãos. O controle de ervas daninhas geralmente é o mais importante. O Paraquat é o herbicida não seletivo alternativo que, quando usado em sistemas integrados de manejo de ervas daninhas, pode proporcionar soluções para essas questões de controle de ervas daninhas.
O paraquat é uma ferramenta essencial para os produtores de arroz
O paraquat é usado para preparar a terra para o cultivo do arroz e nas represas (barreiras) que cercam os arrozais para reter a água do alagamento. O paraquat é um herbicida não seletivo de amplo espectro, pois seu modo de ação é a inibição da fotossíntese. Esse processo é essencial para as plantas, e significa que o paraquat destrói todo o tecido verde.
No entanto, o paraquat é desativado imediatamente ao entrar em contato com o solo, o que significa que não há problemas de escoamento, lixiviaDefinição O processo natural pelo qual as substâncias solúveis em água são carregadas para baixo, através do solo, até as águas subterrâneas. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.agr.gc.ca/nlwis-snite/index_e.cfm?s1=pub&s2=hs_ss&page=16 Um capítulo de um livro online chamado 'The health of our soils' (A saúde de nossos solos) postado no site do Departamento de Agricultura e Agro-Alimentos do Canadá.ção, persistência ou absorção pela raiz que restrinjam seu uso. Ele pode ser pulverizado para exterminar ervas daninhas antes de se plantar uma lavoura de arroz sem risco de danificar essa lavoura ou a lavoura seguinte na rotação.
ESTUDO DE CASO: Testes de Longo Prazo com Arroz com Casca no Japão
Pesquisas de longo prazo monitoradas oficialmente no Japão mostraram que o paraquat não entra nas lavouras e não se acumula continuamente no solo com as aplicações repetidas.
A Associação Japonesa de Fitorreguladores (JAPR) supervisou experimentos de campo com o paraquat no Japão em três tipos típicos de solo para cultivo de arroz, os quais duraram até 30 anos. Uma taxa normal de paraquat foi aplicada todo ano para o controle de ervas daninhas antes da plantação do arroz e esse método foi comparado aos métodos tradicionais de controle mecânico de ervas daninhas. Após dez anos, o tratamento com paraquat foi interrompido em metade da área tratada para que os efeitos nos resíduos de solo pudessem ser monitorados.
Não houve absorção de paraquat pelas lavouras de arroz, e as safras foram as mesmas independentemente do método de controle de ervas daninhas. Após a interrupção da aplicação de paraquat, os resíduos do produto no solo diminuíram significativamente, mostrando que o paraquat é degradado mesmo sob condições anaeróbicas em solos alagados durante grande parte da estação de cultivo.
Antes da introdução do paraquat, o controle de ervas daninhas no arroz dependia da aragem, que soterrava as ervas daninhas. Em algumas regiões isso ainda ocorre, e as diversas voltas de aragem necessárias, com intervalos entre elas, são dispendiosas em termos de tempo, custo e mão-de-obra. Como herbicida de amplo espectro, o paraquat permitiu o desenvolvimento de sistemas de plantio direto (‘sem preparo do soloDefinição Também conhecido como lavoura de conservação ou plantio direto, é uma maneira de cultivar lavouras ano a ano sem perturbar o solo através do preparo do solo, ou seja, cultivo do solo geralmente com implementos aplicados por trator. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.no-till.com/ Um portal de informações online sobre o plantio direto.’). Esses sistemas não dependem da aragem para controlar ervas daninhas. O fato de não perturbar o solo ajuda a evitar a erosão e mantém um solo saudável.
Trabalhos recentes sugerem que a produção de metano (um gás estufa mais prejudicial que o dióxido de carbono) pela decomposição de material vegetal em condições anaeróbicas após o soterramento é reduzida significativas com o plantio direto.
O glifosato é a principal alternativa de herbicida não seletivo, porém seu uso intensivo causou novos problemas com ervas daninhas, pois espécies menos bem controladas ‘se alteraram’, tornando-se mais dominantes e preocupantes. Algumas espécies evoluíram biótipos resistentes ao glifosato. O uso do paraquat como um herbicida não seletivo alternativo, com um modo de ação diferente, em sistemas de manejo integrado de ervas daninhasDefinição Um sistema de suporte para uma decisão de proteção à lavoura que se concentra na prevenção ou supressão de longo prazo de problemas com pragas com o mínimo de impacto sobre a saúde humana, o meio-ambiente e organismos que não são alvos. O MIP leva em consideração todas as técnicas e táticas disponíveis de controle de pragas (de cultivo, mecânicas, biológicas, químicas) o MIP enfatiza o crescimento de lavouras saudáveis para uma melhor produtividade com a mínima interferência possível nos agroecossistemas. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.ipmcenters.org/ O Site Nacional do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o Sistema de Informação dos Centros Regionais de CIP fornece informações sobre commodities dos EUA, pragas e práticas de manejo de pragas, pessoas e problemas. está ajudando a evitar problemas de alteração de ervas daninhas e resistência.
Para maiores detalhes sobre a segurança do paraquat para o meio ambiente, operadores de pulverização e consumidores, consulte os Dados e Fatos Sobre Paraquat.
O que é Arroz?
O arroz é uma gramínea anualDefinição
Ervas daninhas que completam seu ciclo de vida em uma estação de crescimento, ou ano. Da semente à flor e de volta à semente antes do ano terminar.
Referências e Recursos Confiáveis Online
http://iws.ucdavis.edu/ A Sociedade Internacional de Ciência de Ervas Daninhas representas associações individuais em todo o mundo. Detalhes dessas associações regionais estão listados. que tipicamente cresce até 1-1,8 m de altura. Variedades ‘semi-anãs’ mais baixas e mais produtivas foram introduzidas durante a ‘Revolução Verde’ na década de 1960.
A principal espécie de arroz cultivada é a Oryza sativa, uma das 23 espécies do gênero Oryza. As plantas desse gênero são tolerantes a condições desérticas, quentes, úmidas, alagadas, secas e frias, e crescem em solos salinos, alcalinos e ácidos. A Oryza sativa tem origem nos trópicos úmidos da Ásia. Outro membro do gênero, Oryza glaberrima, da África Ocidental, é a única outra espécie de arroz cultivada. O arroz asiático evoluiu em três raças ecogeográficas – indica, japonica e javanica.
Dentro de cada uma dessas raças, há variedades distintas de arroz que podem ser classificadas pelo formato e textura de seu grão. O arroz de grãos longos pertence tipicamente à raça indica e inclui o aromático arroz de Jasmim, da Tailândia, e o arroz Basmati, da Índia. O arroz de grãos curtos, tipicamente japonica, geralmente é mais pegajoso que o de grãos longos e é preferido no Japão. O arroz de saquê é cultivado no Japão para fazer o vinho de arroz, e na Indonésia há variedades de grãos vermelhos e pretos. O ‘Arroz de Ouro’ é um novo tipo de variedade em desenvolvimento geneticamente modificada para produzir mais beta caroteno, que é necessário na dieta como um precursor da vitamina A. Em algumas regiões do Sudeste da Ásia e da África, a deficiência de vitamina A é um problema sério, responsável por mais de um milhão de mortes e por meio milhão de casos de cegueira a cada ano, particularmente em crianças e mulheres grávidas.
Onde o Arroz é Cultivado?
O arroz é uma das três lavouras mais amplamente cultivadas no mundo. Com 158 milhões de ha colhidos em 2009, só fica atrás do trigo em área. Em termos de produção de grãos, com 685 milhões de toneladas, se equipara ao trigo, ficando atrás apenas do milho (819 milhões de toneladas).
O arroz é cultivado em climas quentes e úmidos, ou em climas com estações chuvosas em todo o mundo, porém, a grande maioria é cultivada na Ásia. A Índia e a China cultivam muito mais hectares de arroz do que qualquer outro país. No Sudeste da Ásia, as áreas de cultivo de arroz crescem mais rapidamente do que em qualquer outro lugar.
Alguns dados de safra dos principais países produtores são mostrados abaixo. A área de arroz colhido no mundo nos últimos dez anos aumentou apenas 1,2%. Porém, a produção global em 2009 foi de 12% a mais que em 1999, uma vez que o rendimento médio mundial do arroz aumentou 11%.
Tabela 1. Produção de arroz nos principais países em 2009 (dados FAO).
| Área Colhida (milhões de ha) |
Produção Anual (milhões de t) |
Rendimento Médio (t/ha) |
||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Índia | 41.9 | China | 196.7 | EUA | 7.9 |
| 2 | China | 29.9 | Índia | 133.7 | Coreia do Sul | 7.6 |
| 3 | Indonésia | 12.0 | Indonésia | 64.4 | China | 6.6 |
| 4 | Bangladesh | 11.4 | Bangladesh | 47.7 | Japão | 6.5 |
| 5 | Tailândia | 11.0 | Vietnã | 38.9 | Vietnã | 5.2 |
| 6 | Mianmar | 8.0 | Mianmar | 32,7 | Indonésia | 5.0 |
| 7 | Vietnã | 7.4 | Tailândia | 31.5 | Mianmar | 4.8 |
| 8 | Filipinas | 4.5 | Filipinas | 16.3 | Bangladesh | 4.2 |
| 9 | Brasil | 2.9 | Brasil | 12.7 | Sri Lanka | 3.7 |
| 10 | Nigéria | 2.9 | Japão | 10.6 | Filipinas | 3.6 |
Como o arroz é cultivado?
Os sistemas usados para o cultivo do arroz talvez sejam mais diversos do que aqueles usados em qualquer outra lavoura. Alguns sistemas mais sofisticados, como no Japão, onde o cultivo é tecnologicamente avançado, porém em pequena escala por agricultores que exercem a função em tempo parcial. Em áreas mais temperadas, somente uma lavoura pode ser cultivada por ano, a qual é plantada na primavera e colhida no outono. Em regiões tropicais, duas ou mais lavouras podem ser cultivadas por ano. Por exemplo, no Delta do Rio Mekong, no Vietnã, três lavouras são cultivadas, e na China foram obtidas quatro colheitas.
Os dois sistemas principais se baseiam no fato de a lavoura ficar submersa em um campo alagado, ou arrozal, ou se é cultivada como outros cereais em terra seca. A última geralmente é conhecida como arroz de planalto e se limita a regiões menos desenvolvidas, especialmente na África e na América Latina. Os arrozais perfazem mais de 85% da área cultivada e mais de 95% da produção de arroz.
O arroz alagado depende da chuva ou irrigação. Os solos geralmente são argilosos e frequentemente compactados para reter água. Em alguns sistemas, o solo é cultivado molhado, em outros, os campos não são alagados até que o arroz esteja bem estabelecido. Em Bangladesh, o arroz de água profunda é cultivado onde as espigas, ou panículas, flutuam sobre as hastes, que podem ter até 5 m de comprimento. O arroz é adaptado para crescer submerso porque tem um tecido especializado, que permite que o ar alcance as raízes. O arroz alagado rende mais, porque a lavoura transpira muita água nos climas quentes, porque o pH de um solo alagado torna alguns nutrientes minerais mais disponíveis, e porque muitas ervas daninhas são controladas pelo alagamento. As ervas daninhas aquáticas, todavia, podem ser problemáticas.
Outra diferença crucial entre os sistemas de cultivo é a forma como a lavoura é estabelecida. Na maior parte da Ásia, mudas de arroz são transplantadas para arrozais quando têm duas ou três folhas. Os transplantes são cultivados em viveiros desde a semente. Em sistemas de maior escala, a lavoura é semeada diretamente em fileiras, como qualquer outro cereal, em terra seca antes da inundação; ou as sementes, geralmente pré-germinadas, são espalhadas no arrozal alagado. Na Califórnia, por exemplo, campos alagados são semeados pelo ar.
Em escalas menores no Hemisfério Oriental, a preparação de arrozais é muito trabalhosa. Os campos têm que ser cultivados para matar ervas daninhas e garantir que o solo permita que a água só se infiltre lentamente; as terraplenagens, ou barragens em volta dos campos para reter água têm que ser mantidas; e os campos devem ser irrigados e o arroz, transplantado. Geralmente, os arrozais são alagados e drenados diversas vezes antes de uma drenagem final antes da colheita. Isso é feito para manejar o crescimento da lavoura, por exemplo, para estimular o surgimento de brotos ou deter o alongamento excessivo da haste.
Proteção das Lavouras de Arroz
As lavouras de arroz precisam de proteção contra ervas daninhas, pragas e doenças para produzir as melhores safras e a melhor qualidade dos grãos.
Pragas
Insetos que são pragas do arroz
- Os desfolhadores põem seus ovos em folhas de arroz, que são comidas pelas larvas quando eclodem. Várias moscas (Diptera) e borboletas e mariposas (Lepidoptera) são desfolhadoras. Num estágio mais avançado do desenvolvimento, adultos e ninfas de besouros (Coleoptera) e tripes (Thysanoptera) se alimentam de folhas. Gafanhotos (Orthoptera) também podem ser um problema.
- Os insetos que se alimentam da seiva têm partes da boca semelhantes a agulhas, usadas para sugar a seiva de galhos de arroz. Cigarrinhas e percevejos (Hemiptera) são pragas generalizadas.
- Os perfuradores de caule são as larvas destrutivas de borboletas e mariposas que, quando adultas, são inofensivas. Elas escavam os caules, causando sintomas de ‘coração-morto’ em brotos mais jovens e ‘cabeças brancas’ em plantas mais velhas, cujas espigas não foram preenchidas por grãos.
- Os insetos que se alimentos de raiz vivem no solo e incluem grilos (Orthoptera) e besouros.
Um grande número de insetos-praga podem causar danos a lavouras de arroz, se não forem controlados. Os tipos gerais estão descritos aqui, mas, para maiores detalhes, visite as páginas internacionais do Instituto de Pesquisa do Arroz (IRRI):
Os nematódeos também podem ser pragas significativas. Eles incluem espécies de Meloidogyne, Aphelenchoides e Ditylenchus.
Doenças
Cultivado em ambientes quentes e úmidos, o arroz é muito suscetível a doenças causadas por muitos fungos, bactérias e vírus. Uma fonte útil de informações de diagnóstico para a identificação de doenças do arroz pode ser encontrada nas páqinas Médico do Arroz do IRRI:
As principais doenças causadas por fungos são ferrugens e murchidão. A ferrugem das folhas é causada por Pyricularia oryzae; a murchidão das mudas e vagens são causadas por Rhizoctonia solani, entre outras espécies. Uma doença bacteriana importante é a murchidão causada por Xanthomonas oryzae pv. oryzae. Talvez a mais infame doença viral seja o tungro, que causa atrofia grave redução dos brotos e grãos mal preenchidos.
Plantas Daninhas e Manejo Integrado de Ervas Daninhas
As ervas daninhas podem reduzir a safra e a qualidade do arroz ao competir com a lavoura por luz, nutrientes e espaço; e suas sementes podem contaminar os grãos colhidos. Diversas espécies de gramíneas, ervas daninhas de folhas largasDefinição As folhas são "largas", ao contrário das folhas "estreitas" das gramíneas. Também chamadas 'dicotiledôneas' por terem dois cotilédones (folhas primárias produzidas pela semente), enquanto as gramíneas são 'monocotiledôneas' por terem apenas um cotilédone. Referências e Recursos Confiáveis Online http://iws.ucdavis.edu/ A Sociedade Internacional de Ciência de Ervas Daninhas representas associações individuais em todo o mundo. Detalhes dessas associações regionais estão listados. e caniços precisam ser controlados. Algumas das ervas daninhas mais amplamente difundidas e agressivas são as espécies de Echinochloa (capim-arroz). Foi registrado que infestações de apenas dez dessas ervas daninhas por metro quadrado reduzem as safras em 25%. Também difícil de controlar é o arroz vermelho, que pertence à mesma espécie que as variedades comerciais. Cyperus rotundus é um caniço que já foi chamado de ‘a pior erva daninha do mundo’.
O controle de ervas daninhas pode custar muito dinheiro, tempo e empenho, que geralmente são escassos. Não se deve permitir que as ervas daninhas competitivas lancem sementes, pois isso contamina o terreno por anos. Além de afetar diretamente a lavoura, as ervas daninhas podem bloquear os canais de irrigação, dificultando o manejo de água. O crescimento irrestrito das ervas daninhas nos campos de arroz e ao seu redor, pode atrair insetos-praga e roedores, e elas podem agir como hospedeiros de doenças. No entanto, uma cobertura vegetativa manejada é importante para proporcionar estrutura e estabilidade ao solo, ajudando a evitar a erosão e proporcionando um habitat para a flora e fauna benéfica.
Nos países em desenvolvimento, as ervas daninhas são controladas tipicamente por métodos de cultura, inclusive aragem e alagamento dos arrozais. No arroz de planalto, a remoção de ervas daninhas das lavouras é feita manualmente e por capinação. Herbicidas são usados em sistemas mais avançados de cultivo. Eles são aplicados conforme o estado das ervas daninhas, da lavoura e do arrozal: pré ou pós-emergência das ervas daninhas ou lavoura semeada diretamente; pré ou pós-transplante; e pré ou pós-alagamento. Isso depende de seu modo de ação, propriedades no solo e na água, e seletividade do arroz.
Métodos químicos de controle de ervas daninhas são melhor utilizados em um manejo integrado de ervas daninhas onde os métodos de cultura também são importantes. As ervas daninhas são mais competitivas quando a lavoura é pequena. Assim, é essencial controlar as ervas daninhas ao preparar a terra para uma lavoura de arroz.
Deve-se permitir que a semente da erva daninha germine e então deve-se matá-la antes de alagar ou semear a lavoura em fileiras. A aragem é tradicionalmente usada para soterrar as ervas daninhas, porém, isso é laborioso e caro. Herbicidas não seletivosDefinição Um produto químico usado para eliminar somente certos tipos de ervas daninhas (ervas daninhas anuais gramíneas ou de folhas largas). Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.weeds.iastate.edu/ Uma inestimável fonte de informações contemporâneas sobre herbicidas e ervas daninhas da Iowa State University. que controlam um amplo espectro de ervas daninhas podem ser usados.
?Herbicidas como o paraquat e o glifosato não têm atividade residual no solo e não afetam a lavoura de arroz. O glifosato proporciona um bom controle das ervas daninhas perenes, mas seu uso intensivo pode levar a alterações adversas na flora de ervas daninhas para ervas daninhas mais agressivas e de folhas largas, e até mesmo casos de resistência de ervas daninhas ao glifosato estão surgindo. O paraquat pode fornecer o meio alternativo de controle sustentável de ervas daninhas.
O manejo de água também é um método eficaz de controle de ervas daninhas. Uma inundação permanente de pelo menos 5 cm de profundidade é melhor mantido entre o transplante e quando uma cobertura total da lavoura tiver se desenvolvido para sufocar quaisquer ervas daninhas.
ESTUDO DE CASO: Paraquat e Arroz Periódico na Indonésia
O uso do paraquat para controle de ervas daninhas em áreas de arroz de maré da Indonésia está permitindo melhoria das safras de arroz pela economia de tempo e por permitir o avanço do trabalho em família.
ESTUDO DE CASO: Paraquat na Bengala Ocidental
O uso do paraquat no controle de ervas daninhas entre as fileiras de arroz na Bengala Ocidental economiza o tempo e o gasto de diversas aragens dos arrozais, e possibilita o cultivo de uma terceira lavoura devido à economia de tempo.
ESTUDO DE CASO: Paraquat Auxilia na Consolidação de Técnica ‘Revolucionária’ para Arroz na Bengala Ocidental
O paraquat auxiliou no desenvolvimento de uma técnica de plantio simples, porém eficaz que, quando combinada a um sistema de plantio direto, tem benefícios durante toda a rotação.
ESTUDO DE CASO: Aldeãos Chineses Exaltam o Paraquat no Plantio-Direto
O uso do paraquat para controle de ervas daninhas na província de Sichuan permitiu que os agricultores aumentassem a safra e a lucratividade do arroz cultivado na estação chuvosa.
Referências & Recursos
Instituto Internacional para a Pesquisa do Arroz (International Rice Research Institute – IRRI)
Associação de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (United Nations Food and Agriculture Organisation) FAOSTAT
Banco de Conhecimento Sobre o Arroz do Instituto Internacional para a Pesquisa do Arroz:
Sistema Nacional (dos EUA) de Informação dos IPM Centros de MIP Regionais