Cultivo de algodão

Embrulhado em algodãoVista um par de jeans e desfrute literalmente dos frutos de uma das principais lavouras do mundo e de duas revoluções industriais. O denim do jeans é um fio tecido com algodão, originalmente, ‘de Nimes’ na França.

O algodão é uma fibra que protege a semente do algodoeiro, da mesma forma que a parte carnosa da maçã protege as sementes da macieira. Portanto, frutas não servem apenas para se comer.

Na Inglaterra do final do século XVIII, a ‘máquina de fiar’ de James Hargreaves liderou a evolução da tecnologia de fiação de algodão para a indústria têxtil e deu início à Revolução Industrial, que resultou em fábricas e produção em massa.

Atualmente, o algodão é uma lavoura na vanguarda da revolução na biotecnologia, tendo sido a segunda lavoura geneticamente modificada (GM) a ser introduzida na agricultura de larga escala depois da soja em 1997. Uma das principais características do algodão GM é a tolerância às aplicações do herbicida não seletivoDefinição Um produto químico usado para eliminar somente certos tipos de ervas daninhas (ervas daninhas anuais gramíneas ou de folhas largas). Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.weeds.iastate.edu/ Uma inestimável fonte de informações contemporâneas sobre herbicidas e ervas daninhas da Iowa State University. glifosato. Outras variedades de algodão GM proporcionam proteção contra alguns dos muitos insetos que podem destruir a lavoura. A escolha da resistência ao herbicida como um dos primeiros objetivos da pesquisa em biotecnologia indica a importância do controle eficaz de ervas daninhas para o algodão. Embora o algodão tolerante ao herbicida tenha muitas vantagens, ele tem contribuído para aumentos enormes no uso do glifosato e o problema resultante, das ervas daninhas resistentesDefinição A capacidade herdada de uma planta/erva daninha de sobreviver a uma dose de herbicida normalmente letal para sua espécie. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.weedscience.org/in.asp O Questionário Internacional de Ervas Daninhas Resistentes a Herbicidas monitora a evolução de espécies resistentes e avalia seu impacto. Todos as ocorrências confirmadas de novos casos são listadas. que não são mais controladas por esse herbicida.

O Paraquat é o herbicida não seletivo alternativo que, quando usado em sistemas integrados de manejo de ervas daninhas, pode proporcionar soluções para essas questões de controle de ervas daninhas.

Segundo o WWF, a maior e mais experiente organização independente de conservação do mundo, os impactos ambientais mais importantes do uso de agroquímicos em algodão são:

“... A qualidade do solo e da água e o impacto sobre a biodiversidade nos campos e correnteza abaixo também são grandes preocupações...”

O uso do paraquat em programas de controle de plantas daninhas pode contribuir para a solução desses problemas ambientais decorrentes do cultivo de algodão e também no combate à resistência de ervas daninhas.

 

Principais problemas ambientais

O WWF cita como principais problemas ambientais do cultivo de algodão:

  • Uso intensivo de agroquímicos
  • Uso excessivo de água para irrigação e processamento
  • Erosão do solo e degradação
  • Contaminação da água por escoamento e lixiviaDefinição O processo natural pelo qual as substâncias solúveis em água são carregadas para baixo, através do solo, até as águas subterrâneas. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.agr.gc.ca/nlwis-snite/index_e.cfm?s1=pub&s2=hs_ss&page=16 Um capítulo de um livro online chamado 'The health of our soils' (A saúde de nossos solos) postado no site do Departamento de Agricultura e Agro-Alimentos do Canadá.ção de agroquímicos
  • Perda de habitats e efeitos sobre a biodiversidade

 

O paraquat é uma ferramenta essencial para produtores de algodão

O paraquat é uma ferramenta extremamente versátil na batalha do produtor de algodão contra as ervas daninhas. Ele pode ser usado do preparo dos campos para plantação ao condicionamento das lavouras para a colheita. O uso do paraquat como um herbicida não seletivo alternativo, com modo de ação diferente, em sistemas de manejo integrado de ervas daninhasDefinição Um sistema de suporte para uma decisão de proteção à lavoura que se concentra na prevenção ou supressão de longo prazo de problemas com pragas com o mínimo de impacto sobre a saúde humana, o meio-ambiente e organismos que não são alvos. O MIP leva em consideração todas as técnicas e táticas disponíveis de controle de pragas (de cultivo, mecânicas, biológicas, químicas) o MIP enfatiza o crescimento de lavouras saudáveis para uma melhor produtividade com a mínima interferência possível nos agroecossistemas. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.ipmcenters.org/ O Site Nacional do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o Sistema de Informação dos Centros Regionais de CIP fornece informações sobre commodities dos EUA, pragas e práticas de manejo de pragas, pessoas e problemas. está ajudando a evitar problemas de alteração de flora e resistência.

No entanto, o paraquat é desativado no contato com o solo, o que significa que ele pode ser pulverizado para exterminar ervas daninhas antes de se plantar uma lavoura de algodão sem risco de danificar essa cultura ou a lavoura seguinte na rotação. Não há problemas de lixiviação, persistência ou absorção pela raiz que restrinjam seu uso, ao contrário de muitos outros herbicidas que têm propriedades ‘residuais’.

O paraquat funciona bem mesmo no tempo frio e chuvoso, ao contrário da maioria dos herbicidas, o que o torna adequado para controle de ervas daninhas no início da estação. Esses sistemas não dependem da aragem para controlar ervas daninhas. O fato de não perturbar o solo ajuda a evitar a erosão e mantém um solo saudável.

Embora o paraquat seja um herbicida não seletivo de amplo espectro, caso pequenas quantidades caiam nas folhas o dano é pequeno ou inexistente, pois o paraquat não se movimenta pelas plantas de maneira sistêmica, como o glifosato. Assim, o paraquat pode ser usado para o controle de ervas daninhas entre fileiras, para remover as ervas daninhas que crescem entre as mesmas.

O paraquat pode ser usado de modo eficiente e seguro como um auxílio à colheita para evitar que as folhas verdes manchem o algodão, para controlar ervas daninhas embaraçadas e acelerar a colheita pelos colhedores de algodão.

O paraquat tem um perfil ambiental muito forte. Ele não lixivia e se degrada no solo. Maiores detalhes sobre a segurança do paraquat para o meio ambiente, operadores de pulverizador e consumidores podem ser encontradas visitando diferentes seções do Centro de Informações sobre Paraquat ou consultando os Dados e Fatos sobre o Paraquat.

De onde vem o algodão?

Uma planta jovem de algodãoO tecido de algodão é fiado das fibras felpudas, ou algodão, que cercam as sementes do algodoeiro. Há muitas espécies na família do algodão, porém são apenas duas as principais espécies cultivadas comercialmente. A mais amplamente cultivada é Gossypium hirsutum (algodão de planalto) contabilizando 97% da produção. A outra espécie é Gossypium barbadense (algodão crioulo ou do mar).

A principal diferença entre Gossypium hirsutum e Gossypium barbadense é o comprimento da fibra do algodão (fibras individuais). Gossypium barbadense tem uma fibra “premium” muito fina e comprida, de 5 cm de comprimento, comparada à fibra tipicamente mais curta, de 2-3 cm de comprimento de Gossypium hirsutum.

O comprimento da fibra (média e uniformidade) é um fator importante na qualidade da filaça ou fio produzido. Outros aspectos da qualidade são força da fibra, cor e conteúdo de sujeira na folha. Todos esses atributos podem ser afetados pelo modo e local de crescimento de uma lavoura, por exemplo, fertilidade do solo, temperatura, precipitação e irrigação, pragas e doenças e o condicionamento da lavoura para colheita. Embora o algodão branco seja a norma e o mais valorizado, há variedades que produzem algodão verde ou marrom. Elas geralmente são excluídas de áreas de cultivo de para preservar a integridade genética.

O algodão é uma planta anual de folhas largasDefinição As folhas são "largas", ao contrário das folhas "estreitas" das gramíneas. Também chamadas 'dicotiledôneas' por terem dois cotilédones (folhas primárias produzidas pela semente), enquanto as gramíneas são 'monocotiledôneas' por terem apenas um cotilédone. Referências e Recursos Confiáveis Online http://iws.ucdavis.edu/ A Sociedade Internacional de Ciência de Ervas Daninhas representas associações individuais em todo o mundo. Detalhes dessas associações regionais estão listados. lobuladas. Seu tronco lenhoso e suas características de floração, todavia, mostram sua natureza pereneDefinição Ervas daninhas que retornam todo ano. Algumas delas apresentam a morte das partes aéreas durante o inverno, porém suas raízes continuam vivas e ressurgem na primavera. Algumas não apresentam morte das partes aéreas, crescendo em tamanho e estatura na próxima estação. Referências e Recursos Confiáveis Online http://iws.ucdavis.edu/ A Sociedade Internacional de Ciência de Ervas Daninhas representas associações individuais em todo o mundo. Detalhes dessas associações regionais estão listados. anterior. O algodão floresce por um longo período, e pode haver cápsulas maduras (cápsulas de sementes) no mesmo galho onde há flores novas. No entanto, criadores de plantas conseguiram desenvolver variedades que têm florescência mais sincrônica. O desenvolvimento de maquinário adequado para a colheita permitiu que colheitas mecanizadas únicas substituíssem várias rodadas de colheita manual.

Apesar disso, o algodão não é tão domesticado quanto as plantas das outras lavouras principais e em sistemas de produção intensiva, reguladores químicos de crescimento são amplamente utilizados. Algodoeiros podem atingir uma altura de 3 m, mas o crescimento vegetativo excessivo é controlado quimicamente. Isso melhora a safra de fibra de algodão. Apesar da florescência mais sincronizada, os reguladores de crescimento são usados para estimular a abertura de cápsulas menos maduras. O algodão deve estar exposto para colheita ou esvaziamento das cápsulas pelos ceifeiros.

Após a colheita, o algodão, ainda preso às sementes, é levado para ‘descaroçamento’. Nos descaroçadores de algodão, a fibra do algodão é cuidadosamente penteada passando por uma peneira que separa o algodão das sementes e o empacota em fardos. Depois disso, o algodão está pronto para o transporte até a fábrica de têxteis.
Além do uso da fibra de algodão em têxteis, a celulose pura é uma matéria-prima na produção de substâncias químicas para uso em diversos produtos, como cosméticos, filmes e plásticos. O algodão em tufos soma 30-45% do peso do algodão colhido, mas é responsável por 85% do valor comercial. No entanto, os 55-70% de sementes também têm seus usos. A lavoura é a quinta mais importante entre os óleos de semente. Depois que a semente é prensada para a extração do óleo, a massa restante é útil como ração animal.

Onde o algodão é cultivado?

Figura 1.  Distribuição mundial de algodão (estatística FAO 2009)Em 2009, 30,4 milhões de ha de algodão foram cultivados no mundo, sendo 44% deles no Subcontinente Indiano (Fig 1).

China, EUA e África representaram outros 16%, 12% e 10% do total, respectivamente. Áreas significativas também foram cultivadas na Ásia Menor e na América do Sul, principalmente nos países em desenvolvimento.

Embora o algodão seja nativo dos trópicos, suas lavouras são cultivadas tão ao norte como na Ucrânia e tão ao sul quanto o Sul da Austrália. No entanto, ele continua vulnerável à geada.

Alguns dados sobre as safras dos principais países produtores são mostrados na Tabela 1.

Tabela 1.  Produção de algodão nos principais países em 2009 (dados FAO).

  Área colhida      (ha) Safra de Sementes de Algodão (t/ha) Produção de Fibra milhões de fardos*
Índia 10,310,000 1.2 25,4
China   4,951,830 3.9 30.5
EUA   3,112,270 2.0 18.1
Paquistão   3,106,000 2.1   8.8
Uzbequistão   1,317,000 2.6   4.1
Brasil      807,876 3.6   8.5
Turcomenistão      607,000 1.1   1.6
Nigéria      467,947 1.1   0.5
Turquia      419,873 4.1   2.1
Mali      288,159 0.82   0.8

* 1 fardo = 480 libras (218 kg)

Como o algodão é cultivado?

O algodão é uma ‘lavoura de fileira’.

O algodão é plantado do final da primavera ao início do verão e colhido no começo do outono. A semente do algodão é plantada em fileiras de larguras variadas. Tradicionalmente, a semente era plantada em fileiras largas (com distância de cerca de 75 cm entre fileiras), o que permitia o controle de ervas daninhas por cultivadores mecânicos enquanto a lavoura crescia. Esses cultivadores continuam sendo os mais populares no cultivo do algodão, porém, fileiras estreitas (com 25-50 cm entre elas) e fileiras ultra estreitas (com menos de 25 cm entre elas) também são usadas.

O algodão acompanhou rapidamente a soja, sendo a segunda lavoura de larga escala geneticamente modificada (GM) a ser introduzida em 1997 nos EUA. Em 2009, 16 milhões de ha de algodão GM foram cultivados no mundo (53% da área total). Nos EUA, o algodão tolerante a herbicida agora perfaz 75% da área cultivada. Cerca de metade das variedades, as quais são ‘amontoadas’ com resistência a insetos e herbicidas. A vasta maioria é tolerante ao glifosato. Embora isso tenha simplificado o controle de ervas daninhas, há problemas de prejuízo à lavoura se o glifosato é aplicado quando as lavouras estão se preparando para a florada, alterações adversas na flora de ervas daninhas e desenvolvimento de resistência ao glifosato. O paraquat pode desempenhar uma função importante na prevenção desses problemas, ao ser usado em sistemas de manejo integrado de ervas daninhas.

Erosão do solo e sistemas de lavoura de conservação

Os herbicidas de amplo espectro, liderados pela introdução do paraquat na década de 1960, permitiram a adoção e crescimento de sistemas de cultivo de solo que não dependem do controle de ervas daninhas por enterro por aragem. O abandono da aiveca em sistemas de plantio diretoDefinição Também conhecido como lavoura de conservação ou plantio direto, é uma maneira de cultivar lavouras ano a ano sem perturbar o solo através do preparo do solo, ou seja, cultivo do solo geralmente com implementos aplicados por trator. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.no-till.com/ Um portal de informações online sobre o plantio direto. economiza dinheiro, tempo e combustível, melhora a estrutura do solo, reduz a erosão do solo e proporciona refúgios para a vida silvestre. Mais recentemente, os sistemas de agricultura de conservação foram desenvolvidos como uma abordagem mais ampla à produção agrícola do que a simples aragem. Esses sistemas incluem o uso de lavouras de coberturaDefinição Lavouras de cobertura são plantas cultivadas, principalmente, não para serem colhidas para alimentação, mas sim para servir para o controle da erosão do solo, controle de ervas daninhas e melhoramento da qualidade do solo. Geralmente são aradas ou cultivadas antes da plantação da próxima lavoura alimentar; nesses casos a "lavoura de cobertura" é usada como correção do solo, e é sinônimo de "lavoura de fertilização verde". Referências e Recursos Confiáveis Online http://attra.ncat.org/attra-pub/covercrop.html ATTRA é o Centro de Informações sobre Agricultura Sustentável do Centro Nacional de Tecnologia Adequada dos EUA. e coberturas com palha de resíduos de safras anteriores para certificar que pelo menos 30% da superfície do solo esteja sempre coberta para evitar a erosão do solo.

Uma lavoura de plantio direto emergindoSistemas de lavoura de conservação populares nos EUA incluem uma lavoura de cobertura como trigo ou centeio durante o inverno, que é queimada antes do plantio do algodão; e lavoura em faixas, onde uma faixa estreita de terra (com cerca de 40 cm de largura) é arada, onde as fileiras de algodão são plantadas, deixando restolho entre as fileiras.

Essas técnicas ajudam a reduzir a erosão do solo. O cultivo do solo para controlar ervas daninhas pode levar à erosão do solo, removendo nutrientes e matéria orgânica e diminuindo a capacidade de retenção de água. Nos campos do Alabama, um dos principais estados produtores de algodão nos EUA, estima-se que uma média de 25 toneladas de solo sejam perdidas a cada ano. Isso equivale a cerca de 25 mm de profundidade de solo. Cientistas agrícolas estimam que isso leve a uma perda de safra de até 0,6 toneladas de fibra de algodão por hectare depois de 20 a 30 anos de erosão a essa taxa.

Pragas & doenças

As lavouras de algodão geralmente sofrem grande pressão de insetos. Estima-se que 15% da safra mundial seja perdida devido a insetos mesmo após as medidas de controle. Pragas e doenças também afetam a qualidade do algodão, inclusive o comprimento e a força da fibra, além da cor dos tufos. Além do uso de inseticidas, os métodos de controle podem incluir técnicas de manejo, como o uso cauteloso de irrigação e variedades GM projetadas para expressar proteínas inseticidas encontradas na bactéria Bacillus thuringiensis (BT).

No caso dos EUA, podem-se encontrar detalhes da grande variedade de insetos pragas, doenças e ervas daninhas que infestam o algodão visitando o website do National (US) Information System for the Regional IPM Centers (Sistema Nacional de Informação dos Centros Regionais de MIP dos EUA).

Insetos & Nematódeos

Algodão pronto para a colheitaEm todo o mundo, os insetos pragas que atacam cápsulas de algodão em desenvolvimento incluem: a lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella), principalmente na África e Índia; o bicudo do algodoeiro (Anthonomus grandis), é comum nas Américas; outras lagartas são a lagarta egípcia (espinhosa) ou boisduval (Earias insulana) e a lagarta vermelha (Diparopsis castanea); a mácula do algodão (Dysdercus superstitious) pode manchar a fibra e os ferimentos deixados podem permitir a entrada de fungos nas cápsulas.

Moscas brancas (Bemisia gossypiella) sugam a seiva das folhas e são uma séria ameaça na Índia e África. O afídeo do algodão (Aphid gossypii) infesta os brotos, sugando a seiva das folhas e secretando o sumo doce debaixo delas. O sumo doce pode queimar as folhas e interferir na fotossíntese. Os afídeos também são vetores de vírus.

Nematódeos que vivem no solo, inclusive o nematóide-das-galhas (Meloidogyne incognita) e o nematóide reniforme (Rotylenchulus reniformis) são pragas sérias nos EUA, removendo nutrientes e causando crescimento atrofiado.

Doenças

Doenças fungosas e bacterianas afetam cápsulas, folhas e raízes de brotos a plantas maduras. O clima úmido e quente estimula a mancha angular (Xanthomonas malvacearum) que atrofia e desfolha as plantas. As cápsulas podem não se abrir em plantas infectadas. Diversos fungos atacam diretamente as cápsulas. Diplodia gossyina, Colletotrichum spp. e Fusarium spp. apodrecem as cápsulas inferiores sob condições quentes e úmidas podem dar uma cor amarronzada à fibra. Plantas danificadas anteriormente por insetos-praga são particularmente suscetíveis.

Uma das doenças mais prejudiciais e difíceis de controlar é a podridão de raízes (Phymatotrichum omnivorum), que ataca plantas maduras. Ela sobrevive por longos períodos na profundeza dos solos e se torna ativa em tempo muito quente. O fungo da murcha de verticillium, Verticillium dahliae penetra pelas raízes e cresce junto com o tecido do tronco em condições frescas e encharcadas, matando brotos jovens. Outras doenças dos brotos incluem Rhizoctonia solani, Fusarium spp. e Pythium spp.

Manejo de ervas daninhas

As ervas daninhas são um grande problema para o algodão, independentemente do clima. Algumas ervas daninhas gramíneas predominantes encontradas na maioria das regiões produtoras dos EUA incluem capim-massambará (Sorghum halepense), capim-pangola (Digitaria spp.) e capim-pé-de-galinha (Eleusine indica). As principais ervas daninhas de folhas largas incluem corda-de-viola (Ipomoea spp), carurú (Amaranthus spp.), carrapichão (Xanthium spp.) e benção-de-deus (Abutilon theophrasti).

O controle de ervas daninhas em algodão é altamente sofisticado. Como ele é cultivado em fileiras largas, o cultivo mecânico para controle de ervas daninhas que crescem entre as fileiras é possível e continua sendo praticado, porém a maioria do controle de ervas daninhas é pelo uso de herbicidas.

 

Os herbicidas podem ser usados em diversos estágios:

  • Pré-plantio ou pré-emergência: para eliminar ervas daninhas existentes e permitir o controle residual
  • Pós-emergência: pelo uso de herbicidas seletivosDefinição Um produto químico usado para eliminar somente certos tipos de ervas daninhas (ou seja, ou as ervas daninhas gramíneas ou as de folhas largas). Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.weeds.iastate.edu/ Uma inestimável fonte de informações contemporâneas sobre herbicidas e ervas daninhas da Iowa State University. ou controle de ervas daninhas inter-fileiras com produtos à base de paraquat.
  • Pré-colheita: auxílios à colheita, como paraquat são pulverizados para controle de ervas daninhas grandes e dessecação da cultura para facilitar a colheita e evitar que as folhas verdes manchem o algodão.

 

Extermínio

Nos sistemas de lavoura de conservação, as ervas daninhas ou uma lavoura de cobertura como centeio, trigo ou aveia precisam ser controladas por um herbicida de extermínio, seja paraquat ou glifosato. O 2,4-D é frequentemente misturado a ambos para controlar algumas ervas daninhas difíceis. Uma mistura de paraquat e diuron é usada no Brasil. As pulverizações de queimada baseadas em paraquat são mais confiáveis do que o glifosato para o controle de ervas daninhas anuaisDefinição Ervas daninhas que completam seu ciclo de vida em uma estação de crescimento, ou ano. Da semente à flor e de volta à semente antes do ano terminar. Referências e Recursos Confiáveis Online http://iws.ucdavis.edu/ A Sociedade Internacional de Ciência de Ervas Daninhas representas associações individuais em todo o mundo. Detalhes dessas associações regionais estão listados. e de lavouras de cobertura nos estágios iniciais de crescimento, quando o clima é frio e chove logo após a aplicação. Principalmente sob condições climáticas tão desafiantes, o paraquat controla ervas daninhas em poucos dias em comparação às 2-3 semanas que o glifosato leva para fazê-lo. O glifosato é um herbicida sistêmico e mata completamente plantas daninhas perenes.

Manejo integrado de ervas daninhas

Novas formas de agricultura de sempre levam à ‘alteração de ervas daninhas’, onde certas espécies se tornam mais dominantes na flora de plantas daninhas: Sem a aragem, gramíneas anuais, ervas daninhas de sementes pequenas e folhas largas e plantas perenes aumentam. Mais sementes pequenas permanecem na superfície, prontas para germinar e as plantas perenes sobrevivem melhor, pois os rizomas ou raízes adventícias subterrâneas não são perturbadas e nem destruídas. As ervas daninhas menos bem controladas pelos herbicidas específicos utilizados tendem a tornar-se mais dominantes e, com uso intensivo de alguns modos de ação, as plantas resistentes podem se tornar um problema sério.

As ervas daninhas resistentes ao glifosato no algodão dos EUA atualmente incluem buva (Conyza canadensis), amarante peregrino (Amaranthus palmeri) e ambrósia gigante (Ambrosia trifida). Não se deve fazer mais de duas aplicações de glifosato a qualquer campo durante duas estações. O paraquat pode fornecer o meio alternativo de controle sustentável de ervas daninhas.

Auxílio à colheita

Colheita de algodãoDesfolhadores são aplicados antes da colheita. Eles removem as folhas, expondo as cápsulas para a colheita. Como tratamento final de desfolhação, o paraquat é usado para desidratar as folhas restantes para garantir que a clorofila das folhas não manche o algodão durante a colheita, o que reduziria seu valor. Uma lavoura desidratada, seca e sem nenhuma erva daninha embaraçada é colhida mais rapidamente. 

 

 

 

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Referências & Recursos

Associações de Algodão

Comitê para a Cooperação Internacional entre Associações de Algodão (Committee for International Cooperation between Cotton Associations)

Conselho Nacional de Algodão da América

Comitê Consultivo Internacional do Algodão

Agronomia e Produção de Algodão:

Sistema Nacional de Informação para os Centros de MIP Regionais (dos EUA) [National (US) Information System for the Regional IPM Centers]

Associação de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (United Nations Food and Agriculture Organisation – FAOSTAT)

Resistência ao Glifosato

International Survey of Herbicide Resistant Weeds (Pesquisa Internacional de Ervas Daninhas Resistentes a Herbicidas)

GM

Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agri-Biotecnologia (International Service for the Acquisition of Agri-Biotech Applications – ISAAA)

Serviço de Pesquisa Econômica do USDA (USDA Economic Research Service – ERS)

Lavoura de Conservação

Guia de lavoura de conservação de algodão do Sistema de Extensão da Cooperativa do Alabama

Questões Ambientais

WWF