Segurança Ambiental
Estudos extensivos de longo prazo confirmam — e governos e autoridades regulatórias de todo o mundo concordam — que os usos normais do paraquat de acordo com as instruções aprovadas do rótulo não causam um impacto ambiental inaceitável.
Os estudos mostraram que:
O paraquat é inativo solo
Quando resíduos de paraquat entram em contato com o solo, o ingrediente ativo do paraquat é rapidamente absorvido e se liga fortemente à terra e à matéria orgânica do solo. Ele se torna biologicamente inerte e, como resultado, não pode ser absorvido pelas raízes de plantas ou outros organismos. Os solos tratados com paraquat continuam mantendo um ecossistema ativo na terra, sem efeitos adversos sobre micróbios, microorganismos e minhocas do solo. O paraquat não pode ser liberado do solo e nem reativado pela aplicação de água ou de outros agroquímicos.
Todos os solos agrícolas, não apenas aqueles com alto teor de argila, possuem alta capacidade de absorver o paraquat. Na maioria das áreas agrícolas, as aplicações poderiam ocorrer anualmente por mais de 100 anos sem sequer ultrapassar a capacidade de absorção dos 5 cm superficiais do solo.
- Em seu relatório de revisão sobre o paraquat, a Comissão Européia (CE) observou que havia “absorção suficientemente forte em todos os solos testados” (CE, 2003)
- Em seu Reregistration Eligibility Decision (RED) document (documento de Decisão sobre a Elegibilidade para a Renovação de Registro), a Agência Americana para a Proteção do Meio Ambiente (EPA) concluiu que “devido à aparente força de absorção do paraquat por argilas no solo, estes resíduos fixados não parecem estar ambientalmente disponíveis”. (EPA dos EUA, 1997)
O paraquat não consegue se propagar pelo solo
O paraquat se liga aos solos e não pode ser “lixiviado” ou propagar-se para contaminar as águas subterrâneas (lençol freático). Isso foi confirmado sob condições laboratoriais e em estudos de campo de longo prazo (até 20 anos) envolvendo taxas enormemente exageradas de paraquat.
- Em seu relatório de revisão do paraquat, a CE concluiu que “todos os estudos indicam que o paraquat é imóvel” (CE, 2003)
- Em seu documento RED, a EPA dos EUA declarou que “o dicloreto de paraquat se mostrou bastante imóvel no solo” (EPA dos EUA, 1997)
Paraquat não se acumula em níveis inaceitáveis no solo
O paraquat biodisponível é degradado rapidamente pelos microorganismos do solo em produtos naturais, como CO2 e água, em questão de dias. Como esse é um processo de equilíbrio, seu resultado no balanço final é que, mesmo após aplicações repetidas, os níveis de paraquat no solo atingem um platô a uma concentração aceitável. Isso foi demonstrado por testes de campo de longo prazo, e os níveis de paraquat diminuíram quando as aplicações repetidas do teste foram interrompidas.
- Estudos de acúmulo conduzidos no Reino Unido e EUA demonstraram resíduos no solo abaixo da quantidade máxima teórica após 20 e 10 anos, respectivamente. Esses estudos também foram considerados pela CE em sua revisão do paraquat (CE, 2003)
O paraquat não contamina os lençóis freáticos
O paraquat se liga tão fortemente às partículas de terra que não consegue ser liberado para contaminar os lençóis freáticos. Na verdade, ele se liga tão fortemente que, para liberar o paraquat de amostras de solo para análise em condições laboratoriais, as partículas de terra precisam ser decompostas e destruídas através de um processo de fervura em ácido concentrado durante muitas horas.
- Em seu documento de fatos RED, a EPA dos EUA concluiu que “não se espera ou considera que o paraquat seja uma ameaça aos lençóis freáticos a partir dos padrões normais de uso de dicloreto de paraquat” (EPA dos EUA, 1997).
- Em seu relatório de revisão sobre paraquat, a CE observou que “o paraquat não será utilizado sob condições onde ocorre contaminação (de lençóis freáticos) da zona saturada” (CE, 2003).
O paraquat não constitui risco inaceitável para minhocas ou microrganismos no solo
Como o paraquat é desativado pelo solo, os resíduos da aplicação de paraquat também não apresentam quaisquer efeitos prejudiciais sobre minhocas. Da mesma forma, ele não tem efeito significativo sobre a atividade microbiológica e fertilidade do solo. Processos biológicos importantes do solo, como a mineralização de nitrogênio e de carbono não são afetados.
- Em seu relatório de revisão sobre paraquat, a CE concluiu que “Nenhum efeito adverso foi observado sobre as populações de minhocas num estudo em campo após a aplicação de até 720 kg sa/ha em um ano” (CE, 2003)
* sa = substância ativa
O paraquat não é perigoso para peixes no uso normal
Como ocorre com qualquer pesticida, é possível que pequenas quantidades de paraquat possam alcançar a água por deriva da pulverização ao se usar paraquat para controle de ervas daninhas nas margens de canais de irrigação ou valas. Embora haja variação na toxicidade do paraquat para diferentes espécies de peixes, há uma grande margem de segurança entre os níveis que poderiam acidentalmente contaminar a água durante o uso normal e os níveis que são tóxicos em estudos com exposição por 96 horas, até para as espécies de peixes mais sensíveis. Estudos semelhantes demonstraram que não houve evidência de qualquer efeito inaceitável sobre invertebrados encontrados sistemas aquáticos naturais.
Em seu documento RED, a EPA dos EUA concluiu que “não se espera que os usos registrados de dicloreto de paraquat constituam risco grave para quaisquer organismos aquáticos” (EPA dos EUA, 1997).
O uso normal do paraquat não configura risco inaceitável para animais domésticos ou de criação
Não há risco inaceitável para a saúde de animais que entrem em campos pulverizados com paraquat nas taxas normais de diluição recomendadas, nem para gado ou ovinos que venham a pastar na vegetação pulverizada, contanto que o depósito de pulverização tenha secado. Estudos demonstraram que não há efeitos nocivos ou acúmulo de paraquat em animais de criação que bebem água acidentalmente contaminada por operações de pulverização.
O uso normal do paraquat não configura risco significativo para a vida silvestre
Quarenta anos de experiência e testes de campo determinaram que não há risco significativo para a vida silvestre devido ao uso normal do paraquat. Não se espera que resíduos, mesmo em vegetação recém pulverizada, configurem risco para aves. Populações de aves silvestres foram monitoradas ao longo de um período de cinco anos numa propriedade rural onde o uso de paraquat era muito mais alto do que o habitual, inclusive com aplicação sob cercas vivas e ao longo de cercas. Mesmo esse uso bastante intensivo durante cinco anos não afetou adversamente as aves em termos de densidade populacional nem de variedade de espécies na propriedade.
- Em seu documento RED, a EPA dos EUA concluiu que “toxicidade aguda para animais terrestres (aves) e mamíferos existe apenas imediatamente após a aplicação” (EPA dos EUA, 1997).