Desativação do paraquat no ambiente do solo

Desativação da atividade biológica do paraquat no ambiente do solo: uma revisão do destino ambiental de longo prazo, por Roberts TR, Dyson JS, Lane MC.

Em seu artigo “Desativação da atividade biológica do paraquat no ambiente do solo: uma revisão do destino ambiental de longo prazo”, os autores juntam vários estudos ambientais importantes sobre o paraquat para analisar e avaliar seu impacto ambiental de longo prazo. Eles concluem que:

“Esses testes demonstraram que o uso contínuo do paraquat sob condições de BPADefinição Refere-se ao pacote de recomendações e conhecimento disponível para lidar com a sustentabilidade ambiental, econômica e social para os processos de produção agrícola e pós-produção, resultando em produtos agrícolas alimentícios e não alimentícios seguros e saudáveis. As BPA podem consistir de diretrizes que tratam dos problemas de seleção do local, uso de terras adjacentes, uso de fertilizantes, obtenção e uso de água, controle de pragas e monitoramento de pesticidas, práticas de colheita (inclusive higiene dos trabalhadores, embalagem, armazenamento, saneamento no campo e transporte de produto) e operações de resfriamento. Referências e Recursos Confiáveis Online http://www.fao.org/prods/GAP/index_en.htm O FAO da ONU fornece informações independentes sobre programas, práticas e padrões de BPA. não tem efeitos perniciosos nem sobre as lavouras e nem na fauna e flora do solo”.

Resumo:

Durante os muitos anos em que o paraquat é usado, uma ampla variedade de pesquisas sobre seu impacto ambiental foram conduzidas. Muitas dessas informações foram publicadas. Porém, estudos de campo de longo prazo ainda não haviam sido apresentados e avaliados. O objetivo desta revisão é juntar e avaliar todas essas informações. Devido à natureza dos resíduos do paraquat nos solos, a maior parte (cerca de 99,99%) de uma aplicação de paraquat que atinja o solo dentro das diretrizes de Boas Práticas Agrícolas (BPA) é fortemente absorvida por solos de uma ampla variedade de texturas. Isso está em equilíbrio com uma concentração extremamente baixa em solução de solo. Todavia, o paraquat em solução de solo é intrinsecamente biodegradável, sendo rápida e completamente mineralizado pelos microorganismos do solo.

A desativação da atividade biológica do paraquat nos solos, devido à absorção, foi investigada minuciosa e sistematicamente. É reconhecido que a determinação de resíduos totais no solo por procedimentos extremos de extração não proporcionam compreensão clara da quantidade de paraquat biologicamente disponível no solo. Consequentemente, o ensaio fundamental desenvolvido com esse propósito, a saber, o método de forte capacidade de absorção – bioensaio de trigo ( SAC-WB, de strong adsorption capacity-wheat bioassay), se mostrou valioso para a determinação da capacidade de absorção relevante para o paraquat para qualquer solo específico. Esse método foi validado no campo com uma séria de testes de longo prazo (>10 anos) em diferentes regiões do mundo. Esses testes também mostraram que, após repetidas aplicações de níveis muito altos de paraquat no campo, os resíduos não apenas atingem um platô, mas também declinam posteriormente. Isso demonstra que a biodegradação conhecida do paraquat na água dos poros do solo desempenha um papel importante na dissipação pelo campo.

Os efeitos biológicos do paraquat no campo foram avaliados sob regimes de tratamento irrealisticamente altos. Esses testes demonstraram que o uso contínuo do paraquat sob condições de BPA não tem efeitos perniciosos nem sobre as lavouras e nem na fauna e flora do solo. Quaisquer efeitos desse tipo só podem ocorrer sob condições extremas (acima do SAC-WB), as quais não ocorrem na prática agrícola normal.

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